PF acha R$ 100 mil perto de comitê em RR

Amarildo Freitas afirma ter recebido o pacote, descartado por ele, das mãos do senador e candidato Romero Jucá, que nega

Loide Gomes, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2010 | 00h00

A Polícia Federal apreendeu ontem em Roraima R$ 100 mil jogados em um pacote em matagal próximo ao escritório do senador e candidato à reeleição Romero Jucá (PMDB), no bairro Canarinho, em Boa Vista.

O embrulho foi descartado por Amarildo da Rocha Freitas, que é empresário em Roraima. Ele disse ser voluntário da coligação União por Roraima. Em depoimento ao qual o Estado teve acesso, ele afirma que recebeu o pacote, cujo teor desconhecia, das mãos do senador Romero Jucá. O envelope tinha como destinatário o deputado federal e candidato à reeleição Urzeni Rocha (PSDB), que é irmão de Amarildo.

O dinheiro foi apreendido e será depositado em conta judicial. O superintendente da Polícia Federal, Herbert Gasparini, não ligou o nome do senador ao incidente, embora tenha confirmado que seus agentes faziam vigília do lado de fora do prédio quando os ocupantes dos veículos saíram e tentaram fugir. Durante a confusão, houve um disparo contra os policiais. Não houve feridos.

Após o incidente, o senador, que é líder do governo no Senado, compareceu à sede da Polícia Federal e se reuniu com o superintendente acompanhado do deputado federal e candidato à reeleição Márcio Junqueira, que passava pelo local na hora da confusão.

Jucá negou aos jornalistas que o dinheiro fosse de sua campanha e afirmou que não tem seguranças nem anda com escolta. Disse ainda que não ouviu disparos. Já o deputado Márcio Junqueira admite ter escutado um tiro.

O deputado Urzeni não foi encontrado para comentar o assunto nem seu advogado, Joaquim Neto.

Carro-forte. A Polícia Federal apreendeu ainda R$ 800 mil em um carro-forte em frente a uma agência do Banco do Brasil. O advogado Alexander Ladislau disse que o dinheiro é da coligação União por Roraima, do governador Anchieta Júnior (PSDB), que tenta a reeleição e é aliado de Jucá. Ele afirmou ainda que já havia apresentado a documentação que comprava a legalidade do montante, que seria utilizado para pagamento de gastos da campanha.

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