PF acredita que "Poeira no Asfalto" é só o começo

A Polícia Federal acredita que o grupo preso nesta Segunda na operação Poeira no Asfalto seja apenas a ponta de iceberg de um gigantesco esquema de corrupção existente em todo o País. Por isso, pretende estender a operação aos demais estados em parceria com a própria PRF. "A Corregedoria e a direção da PRF têm agido com total envolvimento e sem qualquer corporativismo nas investigações", disse o delegado Cláudio Nogueira, encarregado do inquérito.Segundo a PRF, não se trata de uma caça às bruxas, mas de um processo necessário de resgate da moralidade para o bem da instituição. Entre os 37 presos até o final da tarde desta segunda, 21 são policiais rodoviários federais. Com isso, sobe para 103 o número de patrulheiros apanhados por corrupção desde janeiro de 2003, quando o governo federal iniciou um amplo programa de fortalecimento e saneamento moral da instituição. Até então, 82 policiais apanhados em outras operações já haviam sido demitidos e respondem a processo criminal.As mazelas da PRF acumularam-se durante décadas de sucateamento da instituição. Alguns policiais corruptos montaram quadrilhas de achaque a motoristas e transportadores, ou se aliaram a organizações criminosas já existentes, como a máfia dos combustíveis. Esses policiais estariam assediando os jovens patrulheiros, contratados nos concursos realizados em 2003 e 2004.As quadrilhas de fraudadores de combustíveis contavam com a participação de, além de patrulheiros rodoviários, uma rede de servidores públicos, que incluía policiais civis e militares, fiscais de tributos estaduais e até fiscais do meio ambiente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.