PF aliviada com transferência de Beira-Mar para o RJ

O superintendente da Polícia Federal de Brasília, Euclides Rodrigues da Silva Filho, comemorou a transferência do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar para o Rio de Janeiro. "Estamos todos muito aliviados", disse o delegado Euclides, depois de explicar que Beira-Mar trazia vários problemas para a superintendência, e exigia uma vigilância reforçada.O delegado lembrou ainda que nenhum Estado queria receber o criminoso, por causa da sua alta periculosidade e dos problemas de segurança que ele traz. "Desde que chegou ele criou problemas", comentou Euclides Filho, que contou que 30 homens da PF estavam mobilizados para garantir a segurança do traficante, desfalcando o trabalho de investigação e de rua. "Ele atrapalhava a rotina do órgão", afirmou o delegado, ao explicar que, diariamente, de cinco a seis advogados se revezavam para visitá-lo. Segundo Euclides Filho, a PF não podia impedir essas visitas. "Por causa desses encontros, ele passava praticamente o dia todo no parlatório", reclamou o delegado.Hoje, Fernandinho Beira Mar foi transferido para o presídio de segurança máxima Bangu I, no Rio de Janeiro, por determinação de um juiz da Vara de Execuções Criminais do Distrito Federal. Embora a Polícia Federal só deva manter em suas dependências presos provisórios, Beira-Mar ficou exatamente um ano na sede da PF em Brasília, por causa de um jogo de empurra entre as autoridades federais e estaduais. De acordo com a PF, foram vários meses de negociação até que se conseguisse garantir a transferência do traficante, que foi preso na Colômbia, depois de fugir de uma cadeia em Minas Gerais. Ele foi para o Rio, onde está condenado a 21 anos de reclusão. De acordo com o delegado da PF, os problemas trazidos por Beira-Mar foram diversos. Desde que chegou, havia notícias constantes de planos para resgatá-lo, seja pelo Comando Vermelho ou outras facções criminosas. Por causa dele, foi ampliado o sistema de circuito de TV e aumentado o controle de uso de celular na superintendência. Euclides Filho nega que tenham fundamento notícias que chegaram a ser veiculadas de que Beira-Mar ainda controlava o tráfico de drogas a partir da cela da PF. "Isso não é verdade pois, tínhamos um controle rígido sobre ele", disse o delegado. Ele afirma que o traficante só conversava com advogados, sempre sob vigilância.

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