PF apreende 1,7 mil quilo de maconha em caminhões vindos do Paraguai

Traficantes de maconha estariam aliciando motoristas de caminhões tanque para que tragam droga dentro das carrocerias vazias, ao retornar de viagens à região de fronteira com o Paraguai. A Polícia Federal está analisando esta possibilidade após a apreensão, em Curitiba, de dois caminhões da Cattalini Transportes, com cerca de 1,7 mil quilos de maconha. O primeiro foi apreendido na noite de sábado e o segundo, na madrugada desta terça-feira.No primeiro caminhão foram encontrados 1.350 kg da droga, além de mil pacotes de cigarros contrabandeados. Quatro pessoas foram presas. De acordo com a polícia, o caminhão tinha levado aromatizantes ao Paraguai e voltou carregado com a maconha e o cigarro. A droga foi descoberta durante fiscalização no posto da Polícia Rodoviária Federal. Entre os presos está Fidel Magno Benitez, que já tinha sido preso em 2002 com 900 quilos de maconha.Nesta terça-feira os policiais conseguiram barrar o segundo caminhão, também em Curitiba. Ao fazerem a revista encontraram apenas três quilos da droga. Mas o motorista acabou confessando que, em razão das notícias sobre a apreensão anterior, ele havia descarregado e escondido cerca de 300 quilos em Guaraniaçu, a 430 quilômetros de Curitiba, no oeste do Paraná. Na madrugada a droga foi encontrada. Em um hotel em São José dos Pinhais foi presa uma pessoa acusada de ter aliciado esse motorista."A investigação prossegue e se houver envolvimento da empresa ela será chamada às garras dos tribunais", disse o superintendente da PF no Paraná, Jader Saad. Segundo ele, os traficantes trazem a droga ao Brasil cruzando o lago do Itaipu. Os caminhões são carregados em Foz do Iguaçu. Os motoristas confessaram que receberiam R$ 3 mil para trazer a droga. Eles estavam na empresa havia dois meses.Em nota, a Cattalini, que está completando 50 anos, diz lamentar as ocorrências e se declara "vítima da escalada da violência e da corrupção no País". A empresa afirma que está cooperando com a polícia para acelerar as investigações. Na nota informa ainda que está tomando medidas internas, como o afastamento dos motoristas acusados e a revisão das rotinas operacionais e de rastreamento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.