PF apreende 8 mil frascos de lança-perfume em SP

A Polícia Federal de São Paulo encontrou 8 mil frascos de lança-perfume escondidos em um caminhão frigorífico, dentro de um galpão, na Vila Maria, zona norte da capital paulista. Sete homens foram presos. Dois deles são estudantes da Universidade Mackenzie. Essa foi a maior apreensão da droga na história do Estado.Há dois meses, a PF recebeu uma denúncia anônima informando que alguns estudantes da universidade lideravam um esquema organizado de tráfico de lança-perfume. O solvente, originado na Argentina, chegava ao Brasil via Paraguai e era distribuído em festas raves. A carga apreendida na sexta-feira abasteceria as festas de final de ano no Estado.Após a denúncia, a polícia começou a acompanhar a movimentação dos suspeitos dentro da universidade e descobriu que os estudantes aguardariam, às 23h de ontem, no galpão Raquel Transportes, localizado na Rua Amadeu, na Vila Maria, um caminhão vindo do Rio Grande do Sul, com toneladas de carne. A droga refrigerada estava escondida entre a carne bovina. Após a entrega da droga, a carne seguiria para Brasília.Foram presos em flagrante os estudantes do Mackenzie João Paulo Batiston, de 23 anos, e Daniel de Oliveira Silva, 21, além dos também estudantes Fernando Rodrigues Lopes, 26, e José Márcio Ferreira Filho, 22. Foram detidos o assistente administrativo Artur Costa Vidal, 38, o pedreiro Vilson da Silva, 36, e o motorista do caminhão, Nilton Mayer, 31.Como o lança-perfume é um solvente considerado entorpecente no País, cada acusado pode pegar até 15 anos de prisão. De acordo com o delegado da Polícia Federal Antônio Wagner Castilho, cada frasco seria vendido a até R$ 100. "O tráfico do lança-perfume é considerado ´formiga´. Em geral, apreendemos 200 frascos contrabandeados por sacoleiros. Mas esses universitários foram ousados. São graduandos nas faculdades, mas pós-graduados no crime", disse o delegado. Na manhã de hoje os pais dos estudantes estiveram na Polícia Federal acompanhados por advogados. Eles disseram estar muito chocados com as prisões dos filhos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.