PF apura caso de delegado que viajou pela TAM com arma carregada

A Polícia Federal informou nesta segunda que vai abrir sindicância para apurar um incidente protagonizado pelo delegado Gustavo Souza Buquer dos Santos, lotado na superintendência da corporação no Rio de Janeiro. Na tarde do último sábado, Buquer embarcou armado num vôo da TAM (9544) no Aeroporto Internacional do Galeão, na capital fluminense, com destino a Maceió (AL). Flagrado pelo detector de metal do Galeão, o policial federal não respeitou a determinação da segurança do aeroporto e embarcou com a arma carregada. A PF em Minas foi acionada pela Infraero.Durante escala no Aeroporto Internacional de Confins, região metropolitana da capital mineira, ele foi abordado por agentes federais de plantão e levado para a sala da PF. Os policiais obrigaram Buquer a descarregar a pistola semi-automática, calibre 45. Ao retirar as balas, a arma teria disparado acidentalmente. O tiro acertou o chão e a cápsula vazia atingiu o policial de plantão Waldecy Costa Pereira, que sofreu um hematoma na região da virilha.A PF em Belo Horizonte procurou minimizar o episódio. A corporação alegou que os policiais federais têm o direito de viajar com armas, mas desde que elas sejam previamente registradas e desmuniciadas nos aeroportos. Segundo a comunicação da superintendência da corporação na capital mineira, Buquer não apresentou resistência. Agentes que participaram da ocorrência confirmaram em depoimento que a arma disparou acidentalmente. O agente levemente ferido foi submetido a exame de corpo delito.O delegado foi liberado para seguir viagem. Sua arma, porém, foi apreendida e será periciada. A PF considera o caso "sem muita importância" e adiantou que Buquer deverá receber apenas uma "advertência". Após instaurada, a sindicância tem prazo de 30 dias para ser concluída.

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