PF assume negligência na fuga de presos em Maceió

O superintendente interno da Polícia Federal em Alagoas, delegado Fernando Castro, reconheceu que houve negligência na fuga do ex-sargento da Polícia Militar, Raimundo Edson da Silva Medeiros - conhecido como sargento Medeiros - da carceragem da PF, em Maceió. A fuga foi na madrugada de domingo, por volta das 3 horas.Além de Medeiros, que é acusado de cometer cerca de 30 crimes, fugiram mais dois presos de grande periculosidade: Givaldo da Conceição - vulgo Bal - e Alexandre Berto Pontes, conhecido com Xande. Os dois fazem parte da quadrilha do vereador Júnior Pagão, que está foragido da Justiça desde o início do ano.O delegado Fernando Castro disse que já foram ouvidos os policiais de plantão e outras testemunhas. Um procedimento disciplinar foi aberto para apurar se houve conivência de policiais ou outros funcionários da PF. "Os presos serraram a grade e fugiram. Agora como as serras entraram, se houve facilitação, tudo isso vai ser apurado no bojo dessa investigação a cargo de um delegado federal", afirmou o superintendente.Segundo Castro, o sistema de segurança não falhou, mas houve negligência de alguém e isso vai ser apurado. "O preso quando serrou a grade, jogou uma toalha em cima da câmara e com isso o sistema do circuito interno falhou", revelou o superintendente, acrescentando que não acredita que tenha havido facilitação por parte dos agentes que estavam de plantão no momento da fuga. "Esta hipótese a gente descarta", disse ele.Para o superintendente, o mais importante agora é resgatar os foragidos. Os três tiveram prisão decretada pelos seis juízes do Núcleo de Combate ao Crime Organizado, criado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. O juiz Diógenes Tenório, espécie de porta-voz do Núcleo, já declarou à imprensa que os magistrados e outras autoridades correm risco de morte.

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