PF ataca o PCC e prende 28 pessoas no Rio Grande do Sul

Em uma operação deflagrada em dez Estados do País, a Polícia Federal já prendeu 28 pessoas acusadas de serem integrantes da cúpula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Os suspeitos foram presos quando escavavam um túnel a partir de um prédio alugado, planejado para ter 85 metros, que seria usado no roubo de caixas-fortes do Banco do Estado do Rio Grande do Sul e da Caixa Econômica Federal, em Porto Alegre. Para o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a prisão do grupo pode ser considerada o maior golpe contra a organização. "Foi um golpe muito forte porque eles são pegos no que têm de vital, que é a causa final do crime, o dinheiro. Então, essa operação os atinge fortemente". Segundo previsão da PF, outras 40 pessoas serão presas durante a chamada operação Facção Toupeira. Em entrevista coletiva na sede da Polícia Federal em São Paulo, no final desta manhã, Bastos confirmou que foram presos dois líderes do PCC. Um deles, preso em São Paulo, é irmão de um dos integrantes do bando que roubou o Banco Central de Fortaleza, no Ceará, em agosto do ano passado. O outro foi detido em Porto Alegre e teria participado do seqüestro do repórter Guilherme Portanova e do técnico Alexandre Callado, da TV Globo de São Paulo. Os assaltantes presos esta manhã estavam escavando um túnel para ter acesso à área interna dos dois prédios, localizados no centro da capital gaúcha, numa ação semelhante ao roubo do Banco Central de Fortaleza em agosto do ano passado.Segundo o ministro, a Polícia Federal ainda cumpre em São Paulo mais 12 mandados de prisão contra integrantes da quadrilha. Também foram expedidos pela Justiça três mandados de busca e apreensão de bens da facção. Matéria alterada às 12h48 para acréscimo de informações

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