PF busca envolvidos com tráfico em bairros nobres do Rio

Operações Nocaute e Trilha cumprem mais de 70 mandados de prisão para traficantes de ecstasy e LSD

Marcelo Auler, O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2009 | 07h36

Sete pessoas já foram presas nesta manhã de quarta-feira, 11, durante as duas operações da Polícia Federal deflagradas com o objetivo de prender mais de 70 integrantes de duas quadrilhas especializadas em tráfico de drogas sintéticas. Mais de 200 policiais do Rio de Janeiro, num total de 300 policiais federais, participam das operações denominadas Nocaute e Trilha Albis. A maioria das prisões será no Rio de Janeiro. Em Santa Catarina serão cumpridos oito mandados de prisão, em Brasília serão dois e haverá prisões também em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco.   Os principais alvos das operações são jovens de classe média residentes de bairros nobres como a Lagoa Rodrigo de Freitas, Barra da Tijuca, São Conrado, Recreio dos Bandeirantes e, segundo as investigações, seriam responsáveis pela importação de drogas sintéticas como o ecstasy e LSD, muitas das vezes trocadas na Europa por cocaína.   A PF faz uma varredura no prédio Lagoa Azul, na Avenida Henrique Dodsworth, no Corte do Cantagalo, entre a Lagoa Rodrigo de Freitas e Copacabana. No local, a busca é por Henrique Dorneles Forni, conhecido como Greg. Ele é apontado pelos agentes como fornecedor de drogas para artistas e jornalistas. Uma equipe de policiais, que o seguia há dias, viu Forni entrando no prédio na noite da terça, mas pela manhã ele não foi encontrado em seu apartamento.   A polícia também está atrás de outro jovem que seria o maior fornecedor de lança-perfume na cidade do Rio.   Texto atualizado às 9h51 para acréscimo de informações.

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