PF começa a ouvir funcionários do BC em Fortaleza

A Polícia Federal (PF) quer saber quem deu suporte interno para a quadrilha que furtou R$ 164,7 milhões do cofre do Banco Central (BC) de Fortaleza, no primeiro fim de semana de agosto de 2005. Para isso intimou para prestar depoimento esta semana 29 funcionários da agência, entre efetivos e terceirizados. Nenhum dos intimados é tido como suspeito, disse o delegado Paulo Sidney Leite de Oliveira, que preside o inquérito sobre o caso, mas ele não descarta a possibilidade de alguém vir a ser indiciado. Os nomes dessas pessoas estão sob sigilo. Eles surgiram, segundo Paulo Sidney, ao longo de oito meses de investigação. De acordo com o delegado, essas pessoas só começaram a ser ouvidas agora porque no início as investigações estavam concentradas nos homens que trabalharam na escavação do túnel que deu acesso ao cofre. "Agora, estamos caminhando para apurar essa parte mais operacional, de quem teria facilitado a ação da quadrilha", informou Paulo Sidney. O furto ao BC de Fortaleza aconteceu na primeira semana de agosto do ano passado. Até agora a PF estima ter recuperado R$ 40 milhões do montante roubado, sendo R$ 20 milhões em dinheiro e outros R$ 20 milhões em imóveis, carros e outros bens apreendidos após as prisões de 11 elementos da quadrilha. O destino da maior parte do dinheiro e o paradeiro dos líderes da quadrilha são ainda um mistério.

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