PF de Maceió esvazia casa que seria usada em assalto

A Polícia Federal de Alagoas começou nesta segunda-feira, 4, a retirada de todos os móveis e materiais que estavam na casa de onde partia o túnel que seria usado no assalto à agência da Caixa Econômica Federal e de pelo menos mais dois outros bancos na região da Avenida Fernandes Lima, no bairro do Fariol, em Maceió. O túnel foi descoberto pela PF como parte da Operação Facção Toupeira, que desarmou o plano de assaltar simultaneamente o Banrisul e a Caixa Econômica Federal de Porto Alegre e já prendeu 44 pessoas. Entre os detidos, estão dois acusados de serem líderes do PCC, Lucivaldo Laurindo, o Torturado - suspeito de ter sido o mentor do assalto ao BC de Fortaleza e da tentativa frustrada no Rio Grande do Sul -, e Carlos Alberto da Silva, o Balengo - suspeito de ter liderado o seqüestro do jornalista da TV Globo, Guilherme Portanova, e do cinegrafista Alexandre Calado.O delegado Fernando Castro, superintendente interno da PF em Alagoas, disse que a intenção da PF é devolver a casa à proprietária até terça-feira, 5. "O trabalho de perícia na casa terminou, nós vamos dar início agora ao trabalho de papiloscopia do material recolhido", informou Castro.Segundo ele, os móveis que estavam na casa, os dois carros e outros pertences ficarão à disposição da perícia, na sede da PF, em Jaraguá. Os veículos - uma Saveiro e uma van (Besta) - foram rebocados da casa para pátio da PF, com a ajuda do guincho da Polícia Rodoviária Federal.Castro disse que a responsabilidade pela desativação do túnel de 90 metros, que seria usado pela quadrilha para assaltar as agências bancárias da região, é da proprietária da casa. "Cabe a dono do imóvel resolver esse problema, com a ajuda da Prefeitura Municipal", disse o delegado. De acordo com a PF, a casa pertencia à mãe da corregedora da Polícia Civil, delegada Maria do Socorro, e estava alugada à quadrilha desde junho deste ano. O delegado Fernando Castro calcula que pelos menos 20 pessoas tenham participado da construção do túnel em Maceió."A maioria foi para Porto Alegre para dar suporte ao assalto que a quadrilha iria fazer no Banrisul e na Caixa Econômica Federal de lá", afirmou Castro, acrescentando que em Alagoas foram detidas cinco pessoas, mas só dois integrantes da quadrilha continuam presos.Segundo o delegado, estão na carceragem da PF em Maceió Djalma Lira de Jesus e José Edvaldo da Silva Limos. Os dois são alagoanos estão à disposição da Justiça Federal do Ceará, que expediu mandados de buscas e prisões para cerca de dez Estados.

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