PF descobre laboratório de refino de cocaína em Araraquara

A Polícia Federal de Araraquara fechou um laboratório de refino de cocaína que funcionava nos fundos de um escritório de advocacia na noite desta segunda-feira, 9. Os policiais prenderam em flagrante o desempregado e ex-presidiário, Edvilno de Moraes Queiroz, irmão da proprietária do escritório, a advogada Zélia Moraes Queiroz .Cerca de 37 quilos de pasta de cocaína, além de balanças e produtos químicos foram apreendidos. Os policiais descobriram o local depois de monitorarem por algumas semanas a rotina de Queiroz, que saiu da cadeia há cerca de quatro meses onde cumpria pena por tráfico e descaminho. O laboratório funcionava em um quarto nos fundos de uma casa no bairro São Geraldo. Na parte da frente do imóvel está instalado o escritório da irmã dele, que não estava no local .Os federais desconfiavam da ida freqüente de Queiroz até a casa e, com base em algumas informações, decidiram abordá-lo. Ele dirigia um Golf e tentou escapar da prisão. De acordo com o delegada da Polícia Federal (PF), Edilberto Cerqueira, houve perseguição e tiros foram disparados para intimidar o traficante. Ele só foi detido ao bater em um táxi. No carro havia algumas porções de cocaína.Com ajuda do cão farejador da Polícia Militar, os policiais federais encontraram na casa 37 quilos de pasta de cocaína e outros 17 quilos de outros produtos químicos usados para até triplicar a quantidade de droga existente. Balanças de precisão digital, máquina para embalar a droga, prensa e outros equipamentos foram apreendidos. A droga misturada está estimada em R$ 500 mil. A irmã e advogada de Queiroz não foi encontrada, mas, segundo o delegado da PF, é impossível que ele manuseasse quilos de cocaína sem os familiares terem conhecimento. A PF acredita que a droga veio da Bolívia. Os federais acreditam que Queiroz abastecia o mercado de cocaína na região de Araraquara.

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