PF descobre lavagem de dinheiro no Sul

A Polícia Federal descobriu um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado R$ 440 milhões nos últimos cinco anos, na fronteira do Brasil com o Uruguai. O delegado Álvaro Palharini disse que o esquema era gerenciado por duas casas de câmbio de Jaguarão (RS), que se utilizavam de pelo menos dez ?laranjas?, pessoas que emprestavam nomes e números de documentos para operações bancárias em troca de alguma recompensa.Ao final da investigação, ainda em curso, serão indiciadas pelo menos 12 pessoas. Depois de trafegar por diversos estados do País, o dinheiro ilegal ia parar nas contas correntes dos ?laranjas? e era movimentado pelos proprietários das casas de câmbio.A partir do saque, os reais eram convertidos em pesos ou dólares e depositados em bancos uruguaios, na cidade fronteiriça de Rio Branco. De lá, os valores eram transferidos para qualquer parte do mundo. Entre os ?laranjas? estão pessoas humildes, moradoras de bairros pobres, que, sem saber, registravam movimentos de até R$ 100 mil por dia em suas contas bancárias. Palharini estranhou que, convocados para depor, eles tenham aparecido acompanhados de advogados de Pelotas e Porto Alegre.O jornal Zero Hora informou que o foco das investigações da Polícia Federal recai sobre as empresas Juliano Turismo e Câmbio Ltda. e C. Melotur Turismo e Câmbio Ltda., de Jaguarão, e, ainda, sobre a Casa Universal e a C. Melotur, de Rio Branco. Ouvidos, os proprietários negaram participar de qualquer atividade ilegal e disseram que seus advogados vão cuidar do caso.

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