PF desmonta quadrilha que vende drogas ao PCC e busca 52

Policiais federais cumprem 52 mandados de prisão e 73 de apreensão em oito Estados na 'Operação Aracne'

Solange Spigliatti, estadao.com.br

12 de dezembro de 2008 | 08h45

Cerca de 400 policiais federais cumprem 52 mandados de prisão preventiva na manhã desta sexta-feira, 12, na Operação Aracne. A operação visa desmontar uma quadrilha de tráfico de drogas que fornece cocaína ao Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo investigações da PF. Os agentes cumprem os mandados em oito Estados: Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.   A maior parte da droga que entrava no País trazida por esta quadrilha era fornecida ao PCC. Além dos mandados de prisão, os agentes da PF cumprem 73 mandados de busca e apreensão. As prisões foram expedidas pela 5ª Vara Federal, Seção Judiciária de Mato Grosso, em atendimento a uma solicitação realizada pela PF.   Prisões   Durante as investigações, dez pessoas foram presas em flagrante, além da prisão de outros 17 investigados. Neste período, foram apreendidas aproximadamente 3 toneladas de pasta base de cocaína. Segundo a PF, nos últimos 9 meses o grupo conseguiu efetuar a entrega de, no mínimo, 15 toneladas de pasta base de cocaína, a maioria em São Paulo.   Além das prisões e buscas, a Justiça, a pedido da PF, decretou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o seqüestro e indisponibilidade dos seus bens, direitos e valores (imóveis urbanos e rurais, empresas, aeronaves, automóveis, saldos de contas bancárias, dinheiro em espécie, jóias, etc.).   Investigação   A investigação começou em setembro de 2007 e desmontou um esquema voltado ao tráfico de pasta base de cocaína, que era fornecida à organização criminosa por dois cartéis de narcotraficantes bolivianos. A droga era trazida ao País por avião.   A substância era armazenada em diversas fazendas localizadas nos municípios de Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra e Nova Maringá, todas em Mato Grosso. Essas cidades funcionavam como entrepostos de cocaína, e, posteriormente, redistribuída para cinco núcleos criminosos que atuavam nos Estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Maranhão, Minas Gerais e no Distrito Federal. A distribuição também era feita por caminhões.   A última fase consistia na realização de operações de lavagem de dinheiro, inclusive, com a utilização de grande número de laranjas. Alguns dos investigados praticavam evasão de divisas, segundo a PF.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.