PF destruirá mercadorias de Law Kin Chong

A Polícia Federal realizará nesta segunda-feira, dia 20, destruição das mercadorias apreendidas nas Operações Shogun, Capela, Netuno e Crepúsculo, nos depósitos de Law Kin Chong e sua esposa Miram Law. A solenidade alusiva ao combate à pirataria, contrabando e sonegação fiscal acontecerá no principal depósito dos contrabandistas, no bairro do Brás, em São Paulo.As investigações em torno da família chinesa tiveram início em junho de 2004, quando foi cumprido mandado de prisão contra ele (Operação Shogun). Em novembro do mesmo ano foi deflagrada a Operação Capela, uma das maiores já empreendidas pela PF, quando foram cumpridos cerca de 42 mandados de busca e apreensão em shoppings, empresas e depósitos de produtos contrabandeados e falsificados de propriedade de Law e Miriam (cujo verdadeiro nome é Hwu Su Chiu Law).Os trabalhos da Operação Capela no principal depósito de Law, localizado no bairro do Brás, resultaram na apreensão de imensa quantidade de mercadorias, avaliadas em torno de R$ 112 milhões. Entre os produtos, haviam 90 toneladas de relógios falsificados; 18.500.000 unidades de CDs e DVDs; 141.000 caixas de produtos de beleza, cujos prazos de validade haviam sido adulterados; e 1.335.000 pares de óculos.Na seqüência, mais duas operações, a Netuno e a Crepúsculo, procuraram cercar familiares de Law Kin Chong, suspeitos de dar continuidade aos negócios ilícitos da família. Fruto desses trabalhos foram os cumprimentos dos mandados de prisão temporária do irmão de Law, Julio, sua esposa e seu filho, Henrique, além de outros envolvidos.Além das prisões e apreensões, a Justiça Federal determinou o seqüestro de três imóveis utilizados pela organização criminosa de Law: um conjunto de galpões localizado na Rua do Bucolismo (Brás), local do evento do dia 20; o prédio onde está instalado o Shopping Mundo Oriental (região da Rua 25 de março); e um edifício localizado na rua do Pari. Law Kin Chong e Miriam Law ainda estão presos, assim como outros membros da organização criminosa, à espera de julgamento.A cerimônia de destruição de mercadorias, no dia 20, contará com as presenças do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, do diretor-geral do Departamento de Polícia Federal, Paulo Lacerda, e do secretário executivo do Ministério da Justiça e presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, Luiz Paulo Teles Barreto, entre outras autoridades.

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