PF diz não ver indícios de ato provocado em Manaus

Morreram três peritos vítimas de explosão na PF; Corrêa diz que'local do crime será explorado tecnicamente'

Alessandra Leite,

28 Fevereiro 2009 | 20h13

A perícia no laboratório do Serviço Técnico Científico da Polícia Federal (PF) em Manaus, local onde houve a explosão de um artefato nesta sexta-feira, matando três peritos criminais, foi iniciada por volta de 16 horas deste sábado, 28, assim que seis peritos de Brasília chegaram à capital amazonense, junto com o diretor geral da PF, o delegado Luiz Fernando Corrêa.  Durante coletiva à imprensa, o diretor geral não descartou a possibilidade de um atentado, mas afirmou que não há qualquer indício, neste momento, apontando para um ato provocado. "Não temos nenhuma tese preestabelecida. O local do crime será explorado tecnicamente. Não podemos afirmar nada neste momento, muito menos atribuir a um atentado. Não há nada indicando a possibilidade",enfatizou.  O superintendente da PF no Amazonas, Sérgio Fontes, destacou a experiência de 15 anos de Polícia Federal do perito Antônio Carlos de Oliveira, 45, que morreu na hora. Os demais peritos, Max Augusto Neves Nunes, 33 e Maurício Barreto da Silva, 36, morreram no começo da tarde de hoje, depois de terem passado por cirurgias na madrugada. Todos tiveram os corpos dilacerados. Max e Maurício estavam com 95% dos corpos queimados.  Segundo Fontes, nunca havia acontecido apreensão de droga dentro uma bomba de sucção de água em Manaus. Foi confirmada pelo diretor e pelo superintendente a existência de cocaína dentro da bomba, que mede cerca de 60 centímetros.  Corrêa descartou ainda a possibilidade de o artefato ter sido perfurado por terceiros antes de chegar ao laboratório da PF. De acordo com o diretor geral, a perfuração foi feita por peritos dentro dos Correios, em novembro do ano passado, quando a droga foi detectada. Questionado sobre a demora para inspeção, o superintendente Sérgio Fontes disse que não há um prazo para conclusão e que os peritos faziam, na sexta-feira, uma segunda avaliação. "Dentro de um prazo curto vamos dar nome, local e data para tudo o que aconteceu. Nenhuma linha de investigação será descartada. Será feito tudo dentro do procedimento de rotina", disse Fontes. O diretor geral encerrou a coletiva tranquilizando os moradores no entorno da sede da PF, afirmando que a existência de um laboratório não apresenta riscos. A vizinhança, dentro de um conjunto residencial, ficou muito assustada com o ocorrido.  De acordo com a assessoria de Comunicação da PF, o corpo do perito Max Augusto seguirá ainda hoje para Santarém, no Pará e de Maurício Barreto até Recife, em Pernambuco, onde serão sepultados.  O corpo do perito Antônio Carlos Oliveira foi enterrado em Manaus hoje à tarde.

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