PF e Receita prendem 25 pessoas por fraudes no Detran

Operação Rodin é feita 2 cidades gaúchas e em São Luís, no Maranhão; em Brasília, PF realiza operação Detroit

Solange Spigliatti e Paulo R. Zulino, do estadao.com.br,

06 de novembro de 2007 | 09h19

Agentes da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal e do Ministério Público prenderam 12 pessoas na manhã desta terça-feira, 6, acusadas de fraudes no Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS). . Em outra operação, a PF prendeu, em Brasília, outras 13 pessoas acusadas de fraudar o Detran da capital federal.  A Operação Rodin tem como objetivo desarticular uma quadrilha especializada em fraudes em contratos públicos realizados pelo Detran-RS. Estimativas da PF apontam prejuízos de cerca de R$ 40 milhões aos cofres públicos desde 2002. Na operação, foram mobilizados 46 auditores da Receita Federal e 252 policiais federais que devem cumprir mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e em São Luís, no Maranhão. Durante a investigação, ficou constatado que a organização criminosa atuava no Detran do Rio Grande do Sul efetuando contratos para a avaliação teórica e prática na habilitação de condutores de veículos automotores sem licitação com fundação de apoio universitária. Os serviços eram prestados com a utilização da estrutura física e de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Os fraudadores contratavam ilegalmente serviços de empresas que faziam as provas para conseguir carteiras de habilitação; todos os serviços do Detran eram superfaturados. Tanto o Detran do Rio Grande do Sul quanto a UFSM são vítimas da organização criminosa investigada. Os presos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, fraude a licitações, tráfico de influência, sonegação fiscal e estelionato. Brasília Policiais da Delegacia da Ordem Tributária (DOT) prenderam na manhã desta terça-feira, durante a operação Detroit, 13 pessoas que pertenciam a uma quadrilha que aplicava golpes no Detran de Brasília, no Distrito Federal. Os detidos são acusados de praticar sonegação fiscal, corrupção ativa e passiva e falsidade ideológica. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de Brasília, os envolvidos são empresários do ramo de compra e venda de autos, despachantes e funcionários do órgão. O golpe era feito com a regularização de veículos irregulares, por meio de propinas, que variava de valor de acordo com os trabalhos feitos. Texto alterado às 14h15 para acréscimo de informações

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