PF envia agentes especiais ao RJ

Um grupo de 15 agentes especiais do Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal foi enviado ao Rio de Janeiro para reforçar as investigações sobre a morte do jornalista da TV Globo, Tim Lopes. A PF também enviou policiais da área de inteligência, que irão trabalhar em conjunto com as Polícias Civil e Militar. Os agentes do COT deverão atuar em operações de risco no combate ao crime organizado, inclusive na Favela da Grota, no Complexo do Alemão, onde o jornalista supostamente foi assassinado, depois de ter sido seqüestrado na Vila Cruzeiro.Além do grupamento especial, diversos agentes da superintendência da PF no Rio estão trabalhando nas investigações. "A equipe do COT vai ajudar o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM nas investidas nos morros", afirma um delegado federal envolvido na apuração da morte de Tim Lopes. "Há uma afinidade grande entre os nossos agentes especiais e os policiais do Bope." Não é a primeira vez que o governo federal intervém indiretamente nos Estados oferecendo este tipo de colaboração. Há mais de dois anos, dois delegados do COT e alguns agentes especiais também trabalharam em Goiânia, no esclarecimento e prisão dos seqüestradores de Wellington Camargo, irmão da dupla Zezé de Camargo e Luciano. Além disso, atuaram no Paraná, impedindo que o Parque do Iguaçu fosse invadido por madeireiros. Os agentes do Comando de Operações Táticas também deram apoio à CPI do narcotráfico, inclusive realizando as prisões de mais de 40 pessoas, ligadas ao deputado cassado Hildebrando Pascoal, no Acre.Todas as operações serão definidas em conjunto com a polícia do Rio, mas setores da PF admitem dificuldades para a localização dos matadores do jornalista da TV Globo. Entretanto, segundo um delegado federal, o ato praticado pelo traficantes Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, pode se reverter contra ele mesmo. "Com o assassinato do Tim Lopes, o narcotráfico, que estava sendo reprimido seriamente pela polícia do Rio e a Força-Tarefa interestadual, passa a ser mais pressionado ainda", afirma o policial.

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