PF está alerta para possível fuga de suspeita de matar marido

Engenheiro foi assassinado a facadas no sábado no condomínio onde o casal morava na zona oeste do Rio

15 de junho de 2009 | 15h59

A Polícia Federal está em alerta nos aeroportos brasileiros para impedir uma possível fuga para o exterior de Alessandre Ramalho D'Ávila Nunes, de 35 anos, foragida desde sábado, quando foi expedido um mandado de prisão preventiva contra ela. Alessandra é suspeita de ter matado a facadas o marido, o engenheiro Renato Biasotto Mano Jr., de 52 anos, no último sábado, no apartamento em que moravam, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

 

O corpo do engenheiro deverá ser cremado na terça-feira. A cremação do corpo de Biasotto não foi realizada ainda porque a família decidiu esperar pela chegada de uma irmã dele que mora na Austrália. Alessandra é a principal suspeita do crime porque, no sábado, ela deixou o condomínio, na Avenida Lúcio Costa, às pressas com o filho de 5 anos do casal, no mesmo momento em que Biasotto descia, ensanguentado, à portaria para pedir ajuda. O casal teria problemas conjugais.

 

O apartamento ficou com muitas manchas de sangue. Ao ir embora, Alessandra disse ao porteiro que iria à delegacia da Barra prestar queixa contra o marido, que a teria agredido por ciúmes. No sábado, a delegacia não passou informações sobre as investigações. A PF foi avisada da possível fuga porque Alessandra também tem nacionalidade norte-americana, assim como o filho.

 

Horas antes do crime, Biasotto e Alessandra, casados por seis anos, haviam recebido um casal de amigos, o empresário Eduardo Pedrosa e sua mulher, com quem comemoraram o dia dos namorados. "Saímos do apartamento às 4 horas, e tudo estava na mais perfeita harmonia", disse Pedrosa, que ficou chocado com a morte do amigo.

 

Assim como sua mulher e o porteiro do prédio, Pedrosa prestou depoimento à polícia e afirmou que a relação entre os dois era conturbada, já que Biasotto tinha um ciúme exacerbado da mulher. Tanto que exigiu que ela fizesse um exame de DNA quando se disse grávida dele, para que a paternidade do filho fosse comprovada.

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