PF faz ação para prender policiais envolvidos com tráfico no Rio

Operação Guilhotina deve cumprir 45 mandados de prisão preventiva; chefe da Polícia Civil prestará esclarecimentos

Marília Lopes e Pedro Dantas, Estadão.com.br

11 de fevereiro de 2011 | 09h08

SÃO PAULO e RIO - A Polícia Federal realiza na manhã desta sexta-feira, 11, uma operação para prender delegados, policiais civis e militares suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, armas e munições, milícias e venda de informações policiais. A Operação Guilhotina visa cumprir 45 mandados de prisão preventiva - sendo 11 contra policiais civis e 21 contra policiais militares - e 48 mandados de busca e apreensão.

 

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O chefe de Polícia Civil Alan Turnowski foi chamado para prestar esclarecimentos. Um dos mandados seria contra o ex-subchefe de Polícia Civil Carlos Oliveira. Ele foi delegado titular da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (Drae), que era o órgão responsável pelo material bélico apreendido de diversas quadrilhas de traficantes e também foi Subsecretário Operacional da Secretaria de Ordem Pública da Prefeitura do Rio.

 

A Secretaria de Segurança e o Ministério Público do Rio de Janeiro trabalham em conjunto com a PF na ação, que conta com o suporte de 380 policiais federais, 200 homens das forças estaduais, dois helicópteros e quatro lanchas.

 

Duas delegacias distritais a 17ª Delegacia de Polícia de São Cristóvão e a 22ª da Penha, responsável por investigar o tráfico nas favelas do Complexo da Penha, foram fechadas pela PF e pela Corregedoria da Polícia Civil.

 

A operação da PF começou após o vazamento de informações da ação denominada "Paralelo 22" para prender o traficante Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, em Macaé, no norte fluminense, que forneceria drogas para o traficante Antônio Carlos Bonfim, o Nem, chefe do tráfico na Favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul carioca. Roupinol foi morto em março do ano passado em ação da Polícia Civil, no Morro do São Carlos. Nem permanece foragido.

 

Além de envolvimento com o tráfico de drogas, armas e munições, milícias e venda de informações policiais, o grupo é suspeito de repassar aos criminosos armas e munições apreendidas em operações contra o crime organizado, realimentando a atividade criminosa de grupos de traficantes que atuam no Rio de Janeiro.

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