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Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

PF faz operação contra quadrilha de emigração ilegal para os EUA

Grupo agia como intermediador de brasileiros para aquisição de vistos para o país norte-americano, por meio de documentos falsos

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

10 de fevereiro de 2015 | 09h09

Atualizada às 19h43

BRASÍLIA - A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira, 10, a Operação Coiote com o objetivo de desarticular uma quadrilha que agia no Brasil e nos Estados Unidos promovendo a emigração ilegal de brasileiros. De acordo com a PF, os integrantes da organização criminosa atuavam como intermediadores para aquisições de vistos consulares para os Estados Unidos, utilizando documentos falsos junto às autoridades consulares do país norte-americano.

Entre os documentos falsificados constavam extratos bancários, contracheque falsos ou adulterados com valor superior ao efetivamente recebido pelo requerente, vínculos empregatícios inexistentes, declarações falsas de imposto de renda e declaração de bens, falsos vínculos com universidades, além de documentos que atestavam vínculos fraudulentos até com o Exército brasileiro.

Os "coiotes" conduziam os brasileiros pela fronteira mexicana mediante pagamento com duas opções de ingresso: na versão mais cara, o imigrante viajava todo trajeto em veículos, ônibus e aviões até ingressar em território norte-americano ao custo entre R$ 27 mil e R$ 30 mil; na mais barata, porém mais difícil, o emigrante passava até quatro noites caminhando até ingressar nos Estados Unidos, que teria um custo aproximado de R$ 15 mil por pessoa.

A operação ocorre, simultaneamente, nos Estados de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rondônia, nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Piracanjuba, Governador Valadares, Uberlândia, Vitória, Rio de Janeiro e Vilhena.

Cerca de 200 policiais estão dando cumprimento a 54 mandados judiciais, sendo 43 conduções coercitivas, cinco mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva. Somadas, todas as penas podem chegar a 24 anos de reclusão.

Os alvos que se encontram fora do Brasil foram incluídos na lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, na sigla em inglês), por meio da Coordenação Geral de Cooperação Internacional - CGCI/DIREX/DPF. 

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