PF realiza operação contra estelionato e fraudes previdenciárias na Bahia

Entre outros crimes, há falsificação de documentos e aumento de valores de contratos de trabalho

Ricardo Valota, O Estado de S.Paulo,

20 Julho 2012 | 07h07

SÃO PAULO - A Polícia Federal deu início, na manhã desta sexta-feira, 20, em Camaçari (BA), uma operação que visa cumprir três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, no combate a crimes de estelionato cometidos por meio de fraudes previdenciárias.

 

As investigações, realizadas em conjunto com o Ministério da Previdência Social, através da Assessoria de Pesquisa Estratégica e de Gerenciamento de Risco (APEGR), identificaram o contador responsável pela inserção fraudulenta de vínculos extemporâneos no sistema do INSS. O contador gerava e transmitia, diretamente ou através dos cadastros em nome de diversas empresas, as Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP´s) com dados falsos.

 

Para isso, utilizava uma "chave" (certificado digital), obtida junto à Caixa Econômica Federal(CEF), com a qual inseria dados de relações trabalhistas inexistentes e falsificava documentos, aumentando valores de contratos de trabalho ou mudando datas do início e término de relações empregatícias.

 

Após a criação do vínculo trabalhista fraudulento, o suposto segurado da Previdência Social dava entrada em requerimentos de aposentadoria por tempo de serviço ou de benefício por incapacidade, apresentando perante o INSS documentos falsos, entre eles CTPS com registro falso, recibos e contracheques falsos, entre outros, na tentativa de comprovar as informações lançadas extemporaneamente no CNIS.

 

Durante as investigações outro integrante da organização foi detectado pelos policiais. Ele era responsável por falsificar e comercializar relatórios, atestados e receituários médicos, no intuito de fraudar o INSS, justificar faltas no trabalho e, até mesmo, adquirir medicamentos de uso controlado.

 

Após o cumprimento dos mandados, os suspeitos investigados serão encaminhados para a Sede da Superintendência da Polícia Federal em Salvador e poderão ser indiciados por estelionato qualificado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.