PF fecha fábrica ilegal de cigarro

Localizada em Piedade, ela produzia 36 mil maços por dia; 15 trabalhavam como semi-escravos, diz polícia

José Maria Tomazela, O Estadao de S.Paulo

05 Outubro 2007 | 00h00

A Polícia Federal desmontou ontem uma fábrica clandestina de cigarros que funcionava na zona rural de Piedade, na região de Sorocaba, a 98 km de São Paulo. Além de máquinas e equipamentos, foram apreendidos 32 toneladas de tabaco e mais de 4 milhões de selos fiscais falsificados, inclusive para exportação. A fábrica podia produzir 36 mil maços por dia. O gerente foi preso. De acordo com a PF, é a primeira vez que se fecha uma fábrica ilegal de cigarros no País. Normalmente, o mercado nacional clandestino é abastecido com produtos contrabandeados do Paraguai. A operação foi realizada por policiais da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio (Delepatri), ligada à superintendência da PF em São Paulo. De acordo com o delegado Marcelo Sabadin Baltazar, a fábrica estava em pleno funcionamento e mantinha cerca de 15 empregados em regime de semi-escravidão. ''''Eles foram recrutados, na maioria, no Rio de Janeiro, e não podiam sair do local.'''' Segundo o delegado, os donos apreenderam os celulares dos funcionários para evitar a comunicação. ''''Havia uma cozinha para preparar a comida e eles dormiam por lá, em condições precárias.'''' Entre os equipamentos, foram apreendidas cinco máquinas usadas na fabricação dos maços: duas encarteiradoras para embalar os cigarros, duas embaladoras de papel celofane e uma empacotadora. Os equipamentos tinham capacidade para produzir e embalar 150 caixas por dia. De acordo com Baltazar, o produto era distribuído em todo o País. A fábrica funcionava no bairro rural dos Lemes. O gerente, que não teve o nome divulgado, foi levado para a superintendência da PF em São Paulo. Ele vai responder por crimes de emprego de processo proibido ou substância não permitida, falsificação de papéis públicos e crime contra a ordem econômica e relações de consumo. A PF ainda espera identificar e prender os donos do negócio. ''''Temos pelo menos quatro nomes sob investigação.'''' A fábrica foi lacrada.

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