PF inicia segunda etapa da Operação Hurricane no Rio

Ao menos 38 mandados de prisão serão cumpridos; dois policiais já estão presos

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 13h03

A Polícia Federal, com o auxílio da Polícia Militar, realiza nesta quarta-feira, 20, no Rio de Janeiro, a segunda etapa da Operação Hurricane, que investiga crimes como corrupção e envolvimento com a máfia dos jogos ilegais. Pelo menos 38 mandados de prisão estão sendo cumpridos. De acordo com o setor de comunicação social da PF carioca, a ação ainda está em curso e logo mais, a partir das 10 horas, deve ser divulgado um balanço oficial da situação. No entanto, as primeiras informações dão conta de que dois policiais federais foram presos no estado e encaminhados para a sede da Polícia Federal. Um deles seria um major da Polícia Militar teria sido detido no prédio onde mora, no bairro de Jacarepaguá. O oficial seria um dos suspeitos de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.Na etapa inicial da Operação Hurricane, foram presos bicheiros, delegados e magistrados acusados de crimes de corrupção, tráfico de influência e envolvimento com jogos ilegais.A PF deve conceder nesta quarta uma coletiva de imprensa na sede da Superintendência da Polícia Federal, no Rio, para comentar os desdobramentos da segunda etapa da Operação Hurricane, iniciada na última terça.Primeira etapaNa primeira etapa da Hurricane, em abril, foram presas 25 pessoas no Rio, em São Paulo e na Bahia. Entre eles havia um o irmão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina, Virgílio Medina, dois desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (Rio e Espírito Santo), José Eduardo Carreira Alvim e José Ricardo de Siqueira Regueira, e um juiz do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas, Ernesto da Luz Pinto Dória.Também foram presos na ocasião os chefões do jogo do bicho Aniz Abraão David, presidente da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, Aílton Jorge Guimarães, presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio (Liesa), e Antônio Petrus Kalil, o Turcão. Em um imóvel do sobrinho do presidente da Liesa, Júlio Guimarães, outro que foi detido, a PF encontrou milhões de reais escondidos atrás de uma parede falsa. A operação colocou sob suspeita os resultados do desfiles das escolas de samba do carnaval carioca.

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