PF investiga como corpo de traficante foi trazido do Paraguai

A delegacia da Polícia Federal em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, está investigando as circunstâncias em que o corpo de Almir Bernardino de Arruda, o Índio, apontado como comparsa do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e morto no Paraguai, na quarta-feira, foi transportado para o Brasil. Índio foi assassinado por pistoleiros em seu açougue, na cidade de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã. Para que ele fosse enterrado no Rio de Janeiro, onde morava antes de ir para o Paraguai, um grupo de seus amigos trouxe o cadáver, já dentro de um caixão, num carro funerário. Eles entraram no Brasil clandestinamente e chegaram ao Estado do Rio ontem.O enterro foi no cemitério do Tanque do Anil, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde fica a favela Beira-Mar. Foi no início da noite de ontem. Cerca de 200 pessoas, muitas da comunidade, acompanharam o sepultamento.A PF informou que equipes de Ponta Porã estão levantando informações junto a autoridades do lado paraguaio para saber como o corpo entrou no País. Querem saber se o traslado foi legal ou não. Agentes informaram que é comum o transporte de cadáveres de uma cidade para a outra, porque é grande a quantidade de pessoas que moram em Ponta Porã e trabalham em Pedro Juan Caballero e vice-versa. Existe, inclusive, um acordo entre as prefeituras locais para facilitar operações deste tipo.Índio vinha sendo investigado pela PF há dez anos. Atualmente, era o principal articulador de Fernandinho Beira-Mar no Paraguai, país de onde saem grandes carregamentos de drogas em direção ao Rio de Janeiro. Índio mantinha o açougue como um negócio de fachada, segundo a PF. Agentes costumam trocar informações com a polícia paraguaia buscando desarticular a quadrilha.

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