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PF investiga nova rota de tráfico internacional de drogas

A prisão de Alessandra Cavaleiro Domingues de Macedo, de 23 anos, na noite de ontem(19), no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com 23 quilos de cocaína, permitiu à Polícia Federal descobrir uma nova rota para o envio da droga do Brasil para a África e de lá até a Europa.Os traficantes estão usando Maputo, capital de Moçambique, para receber cocaína. "A bagagem embarcada em São Paulo não é revistada na conexão feita em Johannesburgo, na África do Sul, e é possível que exista um esquema para a retirada da droga em Maputo", acredita o delegado federal Gilberto Tadeu Cezar.A Polícia Federal tem observado os passageiros que embarcam para países africanos e Europa. Este ano, 29 pessoas foram presas em Cumbica com cerca de 139 quilos de cocaína. Os agentes observam as filas e percebem quando os passageiros estão nervosos, ansiosos para se livrar da bagagem e embarcar.Já houve suspeita que terminou em pedido de desculpa, após a revista. O passageiro demonstrava nervosismo porque tinha medo de voar. Mas, segundo Tadeu Cezar, na maioria das vezes os agentes estão certos.Na fila para o embarque, Alessandra, que seguia para Maputo, já tinha despachado as duas malas. Nervosa, olhando com insistência para os lados, chamou a atenção dos agentes. Eles pediram que que ela se identificasse. O passaporte novo, a primeira viagem, as roupas sujas na maleta de mão e a resposta sobre o objetivo de conhecer Maputo levaram os federais a suspeitar da moça. "Ela afirmou que estava seguindo para fazer turismo na capital de Moçambique e decidimos examinar as bagagens embarcadas", explicou Tadeu. As duas malas foram retiradas do avião. No fundo falso estava o que os federais suspeitavam: cocaína. Em uma delas foram achados 11 quilos da droga e na outra, 12 quilos.Alessandra explicou aos policiais que fora contratada por dois homens que não conhece para levar as malas até Maputo. Tinham prometido pagar viagem, hospedagem e, na volta, dar US$ 5 mil à jovem. Os 23 quilos de cocaína valem US$ 700 mil. Os federais suspeitam que a droga pertencia à máfia nigeriana.

Agencia Estado,

20 de maio de 2002 | 20h52

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