PF investiga rede de contrabando de pedras preciosas

A Polícia Federal vai investigar o envolvimento do ex-policial civil Cláudio Roberto Vilela e de seu sócio Ginaldo Bernardo da Silva com uma rede internacional de contrabando de pedras preciosas brasileiras. Vilela e Silva foram presos ontem, em Sorocaba, com 7,1 quilos de esmeraldas brutas. Depois de lapidadas, as pedras poderiam alcançar o valor de R$ 3 milhões no mercado internacional. A PF vai encaminhar as pedras à perícia para determinar se são verdadeiras e qual o grau de pureza.Parte das esmeraldas estava escondida nos encaixes dos faróis de uma van Hyundai, pertencente a Vilela, abordada por policiais militares na Vila Barão, zona oeste de Sorocaba. Outra porção foi localizada numa pasta de Silva. Na residência do ex-policial, foram apreendidas duas pistolas semi-automáticas e munição, além de um colete da Polícia Civil e um distintivo da Polícia Federal. Os dois acusados negaram serem os donos das pedras. A polícia aguarda os laudos para indiciá-los por sonegação fiscal e crime ambiental.Segundo informações dos policiais, a PF vem investigando uma rede internacional de tráfico de pedras preciosas que tem conexões nos principais aeroportos brasileiros. Vilela, que era investigador, foi demitido da Polícia Civil há dois anos sob a acusação da prática de estelionato no Estado do Paraná. Ele recorreu, mas o processo ainda não foi julgado. Silva tem passagens pela polícia por estelionato.

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