PF já analisou 70% dos documentos apreendidos na Hurricane

Os peritos e delegados responsáveis pelas investigações da Operação Hurricane (furacão, em inglês) já analisaram 70% das duas toneladas de documentos apreendidas no dia 13 de abril, quando foi deflagrada a operação e 25 pessoas foram detidas. Segundo informações da Polícia Federal, somente nesta terça-feira, 24, a PF iniciou a análise do material contido em computadores. A Polícia Federal deve transferir nesta quarta-feira, 25, as 21 pessoas detidas pela Operação Hurricane que permanecem presas para o Rio de Janeiro, onde elas serão ouvidas pela 6ª Vara da Justiça Federal. A assessoria da PF, porém, informou ter "dificuldade de identificar meios de custódia e transporte seguros" para todos os acusados de envolvimento com o esquema de venda ilegal de sentenças em benefício de empresários de máquinas caça-níqueis. Entre as hipóteses em análise, está até a de levar e trazer todos de Brasília ao Rio durante os dias de depoimento. As principais preocupações da PF são com manifestações - entre os detidos, há pessoas conhecidas, como o presidente da escola de samba Beija-Flor, Anis Abrahão David - e a segurança dos presos. Outra hipótese em estudo é que eles permaneçam no Rio, em uma unidade das Forças Armadas, com vigilância de policiais federais. Outro fator que pode complicar o transporte dos presos é a determinação legal de que cada um deles tem direito a acompanhar o depoimento dos outros. Apesar da confirmação da PF de que a transferência deve ser feita amanhã, advogados dos detidos especulam que ela pode ser "antecipada" para a noite desta terça-feira, 24, porque há depoimentos marcados para a manhã do dia seguinte. Quando a operação foi deflagrada, no dia 13, a PF deteve 25 pessoas, mas, no último final de semana, ministro César Peluso, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, determinou a libertação dos desembargadores José Eduardo Alvim e José Ricardo Carreira, do juiz do Tribunal Regional do Trabalho em Campinas Ernesto Dória e do procurador regional da República João Sérgio Leal. A Polícia Federal estuda monitorar por satélite o deslocamento dos presos pela Operação Hurricane no Rio de Janeiro, onde prestarão depoimento. A medida é um dos itens de segurança que os policiais pretendem adotar para evitar protestos e tentativas de resgate. Ainda não foi definido se o transporte dos 21 detidos será feito por meio de helicópteros ou automóveis. Nos dois casos, porém, a idéia é que o meio de locomoção tenha um sinalizador de localização.

Agencia Estado,

24 Abril 2007 | 20h37

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.