PF já tem retrato falado dos assaltantes de quadros

A Polícia Federal (PF) do Rio já tem o retrato falado de um dos assaltantes que levaram quatro obras de pintores mundialmente famosos do Museu Chácara do Céu, em Santa Teresa, zona central do Rio. O crime aconteceu ontem, quando pelo menos quatro homens invadiram o museu armados com pistolas e uma granada. A PF informou que poderá divulgar o retrato ainda hoje e que a Interpol, os portos e aeroportos do País foram avisados para impedir a fuga de qualquer suspeito para o exterior. A investigação do assalto está sob a coordenação da delegada Isabele Vasconcelos, da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico. A assessoria de imprensa da PF informou que Isabele não descarta a hipótese de o crime ter sido cometido por bandidos comuns, já que, segundo ela, "existem grupos especializados nesse tipo de ação, só que eles não costumam usar armas". Durante o assalto, ocorrido quando o bloco Carmelitas passava próximo ao museu, os bandidos chegaram a usar uma granada para intimidar funcionários e guardas da instituição. Os quadros roubados foram "A dança", de Pablo Picasso, "Marine", de Claude Monet, "Jardim Luxemburgo", de Matisse e "Dois balcões", de Salvador Dalí. O livro "Tioros", com gravuras de Picasso, também foi levado. A PF também informou que ainda não foi apurado se mais quadros foram levados nem se o museu tinha seguro das obras. Cerca de nove pessoas foram rendidas durante o assalto, incluindo um casal neozelandês e duas estudantes australianas. Dois guardas do museu tentaram impedir a ação, mas foram agredidos pelos assaltantes, que mandaram desligar o circuito interno de TV. Dificuldade para negociá-los A diretora do museu, Vera Alencar, acredita que seja difícil repassar os quadros, pois eles são reconhecidos mundialmente. De acordo com ela, o quadro de Dali, por exemplo, é o único pertencente a uma coleção pública na América Latina e ele era exposto em diversos museus espalhados pelo mundo. O Museu Chácara do Céu é propriedade do Ministério da Cultura desde 1983. Antes, era a residência do mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, foi avisado na própria sexta-feira do assalto e ordenou à Superintendência da Polícia Federal que tomasse todas as providências para evitar que as obras de arte saiam do País.

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