PF manda grupo de elite para SP diante de ameaças

A Polícia Federal decidiu enviar a São Paulo seu Comando de Operações Táticas (COT), grupo de elite da força, depois de receber informações de que não apenas o juiz-corregedor de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias, assassinado na sexta-feira, mas outras autoridadestambém estariam juradas de morte.O COT se deslocou de Foz do Iguaçu (PR) ? onde havia prendido 22 agentes federais acusados de envolvimento com contrabando ? no último sábado,seguindo diretamente para o interior paulista.Chefiado pelo delegado Daniel Sampaio, especialista em gerenciamento de crises eem atividades de alto risco, o COT não deverá entrar nas investigações sobre a mortedo juiz, mas será mantido em Presidente Prudente até ser encerrada a apuração do caso."Não conseguimos confirmar a informação sobre as outras ameaças, por isso é melhor manter o Comando na cidade", afirmou um delegado ligado à cúpula da PF.A informação sobre novas ameaças teria surgido ainda na noite da última sexta-feira, ou nosábado. O grupo de elite da PF estava em Foz do Iguaçu quando recebeu a ordem de se deslocar para Presidente Prudente, onde a situação estava complicada, não apenas por causa da morte do juiz Machado Dias, mas também pelo fato de outras autoridades estarem em uma lista de jurados de morte, segundo informes da área de inteligência. Os policiais federais reforçariam a segurança, junto com as Polícias Militar e Civil.Na avaliação de especialistas que trabalham no caso, o tipo de crime não é semelhante aos praticados pelo Comando Vermelho (CV), o que poderia descartar a participação do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar."Os grupos do Rio de Janeiro não agem de forma tão sofisticada quanto os de São Paulo", avalia um delegado, ressaltando que o crime foi premeditado com muita antecedência. Segundo a fonte, a organização foi tanta, que até mesmo os assassinos de Dias procuraram clonar placas de carros idênticas às dos que foram roubados para praticar o crime."Eles se preocuparam até mesmo em colocar placas idênticas aos de um veículo parecido que havia na cidade", disse o policial. "O CV não funciona desta forma. Eles chegam, matam e vão embora sem se preocupar com muitos detalhes", acrescentou o delegado.

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