PF monta operação contra organização criminosa no Ceará

Quadrilha do município de Itapipoca é integrada por comerciantes, advogados e servidores públicos

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

14 Setembro 2007 | 14h15

A Polícia Federal no Ceará, com apoio do Ministério Público Estadual e da Secretaria de Segurança Pública do Ceará, deflagrou na madrugada desta sexta-feira, 14, a Operação Pedra Lascada, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa estabelecida no município de Itapipoca, integrada por comerciantes, advogados e servidores públicos. Cerca de 230 policiais federais vão cumprir 22 mandados de busca e apreensão e mandados de prisão em Itapipoca e Fortaleza.   Entre os envolvidos estão um delegado e um perito da Polícia Civil do Ceará, três policiais militares, advogados, comerciantes, e ainda, conhecidos homicidas e traficantes da Região. Alguns dos alvos dos mandados de prisão já se encontram recolhidos em presídios do Estado cumprindo pena por outros delitos. Estes receberão voz de prisão e serão conduzidos para interrogatório junto com os demais acusados.   As investigações tiveram início há cerca de seis meses em razão da apuração de uma série de crimes de homicídios ocorridos em Itapipoca, durante o último ano, e que apontavam para a existência de uma organização criminosa no município. A Operação Pedra Lascada, assim denominada por ser o significado da palavra indígena Itapipoca.   Além dos crimes de execução, os acusados atuavam no tráfico interestadual de drogas e armas, e aliciavam agentes públicos para que os mesmos passassem a dificultar a devida apuração dos delitos.   O líder da quadrilha é o traficanteF.T.T., de 35 anos, preso pela última vez, em nove de março de 2006 pela Polícia Federal, quando realizava a entrega de cocaína a um membro de sua quadrilha em Fortaleza. Naquela ocasião, F.T.T. já havia sido condenado a nove anos de prisão por sua participação no assalto a empresa de Segurança Corpus, ocorrido há mais de dez anos em Fortaleza, e que teria rendido cerca de R$ 6 milhões aos acusados, mas cumpria a pena em regime semi-aberto.

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