PF não explica motivos da transferência de Beira-Mar

A Superintendência da Polícia Federal de Alagoas não explicou para a imprensa os motivos da transferência do traficante Fernandinho Beira-Mar de Maceió para Brasília, na manhã desta sexta-feira. O superintendente Carlos Rogério Cotta mandou dizer aos jornalistas, através dos agentes de plantão, que todas as informações relacionadas à transferência do traficante estavam centralizadas na assessoria de comunicação da direção geral da PF, em Brasília.No entanto, os próprios agentes federais comentavam que a transferência pode ter sido autorizada pela Justiça Federal ou ter partido diretamente da direção-geral da PF, por questão de rotina de segurança. Geralmente, um preso como Beira-Mar não passa mais de três meses numa mesma cidade. Em Maceió, onde chegou em 19 de novembro, ele já estava há mais de quatro meses preso na carceragem da PF. Há ainda a possibilidade de Beira-Mar ter sido transferido porque teria ameaçado tocar fogo do carro de um policial federal que, no final de semana passado, interceptou uma feira que era levada para a cela do traficante. Há uma sindicância aberta pela corregedoria da PF em Maceió apurando o envolvimento de policiais federais nas mordomias que Beira-Mar teria tido na carceragem da PF em Maceió.Ele recebeu ceia de natal no final do ano passado, teve acesso a visitas fora do horário determinado - inclusive de garotas, possivelmente de programa - e a feira, com produtos que seriam distribuídos entre os presos. Só porque sua feira foi barrada na portaria da PF, o traficante ameaçou fazer greve de fome, inclusive chamando os companheiros de cela para acompanhá-lo nesse protesto, que terminou não ocorrendo ou sendo abafado.

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