PF ouve diretor da Embraer, fabricante do Legacy, nesta sexta

O delegado responsável pelas investigações do acidente com o Boeing da Gol, Renato Sayão, da Polícia Federal de Mato Grosso, ouve na manhã desta sexta-feira, 20, no Aroporto de Brasília, Sérgio Mourão, diretor técnico da Embraer, fabricante do Legacy, que se chocou com o Boeing da Gol, no dia 29 de setembro, matando 154 pessoas. O delegado quer saber como foi feito o plano de vôo, se a aeronave foi revisada e se os equipamentos passaram pelas revisões obrigatórias. Ele quer tirar dúvidas, como por exemplo, se o transponder estava com defeito e por que não estava ativo momentos antes do choque com o avião da Gol, como apurou a Aeronáutica. Sayão também deve questionar se já houve falhas no funcionamento do transponder de outras aeronaves da empresa.A reunião que estava marcada para as 9 horas, na sede da Coordenação de Aviação Operacional (Caop) da Polícia Federal, órgão que investiga acidentes aéreos, começou por volta das 9h50 com a chegada de Mourão ao local, acompanhado de um representante da Embraer e três advogados.TransponderPersiste a dúvida sobre o funcionamento do transponder do Legacy. O Ministro da Defesa, Waldir Pires, falou nesta quinta, em entrevista coletiva no aeroporto Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, que ainda não se pode dizer se o transponder estava desligado, em pane ou se houve alguma outra falta de contato. "É demorado. Os representantes das fábricas de transponder foram para o Canadá para acompanhar as investigações", afirmou. ControladoresNa quinta-feira, o delegado Luciano Inácio da Silva, responsável pelo inquérito na Polícia Civil que apura as causas do acidente, tomou, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, os depoimentos dos controladores de vôo do aeroporto local que estavam de plantão dia 29, e ouviu, pela segunda vez, os pilotos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino. O conteúdo dos depoimentos não foi revelado. A estratégia da polícia é confrontar as informações com os depoimentos dos controladores de vôo de São José dos Campos, Manaus e Brasília com as dos pilotos do Legacy.Para concluir o inquérito até o dia 30, os depoimentos tomados pela Polícia Federal e Civil pretendem esclarecer se os pilotos comunicaram aos controladores as mudanças de altitude de 37 para 36 mil pés antes e depois de Brasília, como estava previsto e qual era exatamente o plano de vôo do Legacy. Matéria atualizada às 11h40

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.