PF ouvirá defesa de libertados com habeas falso em MG

A Polícia Federal intimará para depor esta semana os sete advogados mineiros que defendem os empresários presos durante a Operação Diamante Negro. Eles terão que prestar esclarecimentos sobre a falsificação de um habeas-corpus que liberou três dos 17 acusados no dia 30 de janeiro, em Minas Gerais. O casal Emílio e Maria Elizabete Jardim e o filho deles Marcos Vinícios Jardim apresentaram-se à polícia no sábado. Pai e filho estão presos no Departamento Estadual de Operações Especiais. A mulher foi levada para a 16ª Delegacia Distrital. Eles são acusados de envolvimento em crimes como formação de quadrilha, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. No dia 26 de janeiro, foram soltos com base em uma decisão supostamente assinada pelo vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Francisco Peçanha Martins. Liberdade Três presos acusados de uma série de crimes foram soltos no dia 26 com base em uma decisão forjada do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A fraude foi descoberta pelo vice-presidente do STJ, Francisco Peçanha Martins, que teve a sua assinatura falsificada na suposta liminar que libertou os suspeitos de envolvimento com delitos de falsificação de documento público, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção e crime contra o meio ambiente. Peçanha Martins descobriu o crime na terça-feira, 30 de janeiro, quando recebeu um pedido para que fossem libertadas outras pessoas que foram presas por suposto envolvimento com o mesmo esquema que funcionava em Minas Gerais e foi desarticulado no final de 2006 por uma operação conjunta da Secretaria de Estado da Fazenda, do Ministério Público Estadual e da Polícia Militar. Os advogados desses presos queriam que fosse estendida para eles a liminar que beneficiou os três libertados. No entanto, Peçanha Martins constatou que não existia a liminar e que a assinatura da suposta decisão juntada pelos advogados não era sua. Diante disso, ele telefonou para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e para a Justiça de 1ª. Instância mineira, que informaram ter recebido por fax a falsa decisão e, em seguida, expedido os alvarás de soltura.

Agencia Estado,

05 Fevereiro 2007 | 12h18

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