PF prende 12 por fraudes em licitações no CE

ESPECIAL PARA O ESTADO

Carmen Pompeu, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2011 | 00h00

FORTALEZA

A Polícia Federal deflagrou a Operação Província 2, na serra do Ibiapaba, no Ceará. A ação começou na madrugada de ontem nas prefeituras de Ibiapina, Tianguá e São Benedito. Foram cumpridos 12 de um total de 13 mandados de prisão.

Entre os presos estão prefeitos e empresários suspeitos de envolvimento em licitações fraudulentas. De acordo com o promotor Ricardo Rocha, a polícia conseguiu prender Carlos Kennedy Fortuna de Araújo, Rodrigo Fortuna de Araújo, Francisco Reginaldo Rodrigues Nunes, Raimundo Aguiar Gomes, Francisco Ferreira Pinto, Antônia Daniele Nunes, Maria Aparecida Ferreira Pinto, Sidney Rodrigues da Silva, Edgley Franklin, Gilberto Moita Filho e Victor de Castro Moita, ambos filhos do ex-prefeito de Tianguá, Gilberto Moita.

Os presos foram levados para a Delegacia de Capturas, em Fortaleza, e serão ouvidos hoje, na sede da Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap).

A ação faz parte de um conjunto de investigações conduzido pelo Ministério Público do Estado do Ceará. Segundo o promotor Ricardo Rocha, mais de 50% dos 184 municípios cearenses são suspeitos de praticar fraudes em licitações públicas.

Fantasmas. Em junho, o ex-prefeito de Tianguá Gilberto Moita e dois filhos dele haviam sido presos também na "Operação Caça-fantasmas", que investigava fraude em licitações vencidas por empresas fantasmas.

Na ocasião, o promotor Ricardo Rocha havia dito que o esquema de corrupção na cidade poderia ser "muito maior". De acordo com as investigações, diversos processos licitatórios realizados pela Prefeitura de Ibiapina entre 2009 e 2011 foram fraudados.

Empresas fantasmas estariam sendo convidadas a participar dos certames de modo a simular competição. A maioria das licitações em que a quadrilha atuava era destinada à locação de veículos - inclusive para o transporte escolar -, a obras e à realização de eventos. O montante desviado, segundo a PF, chega a R$ 30 milhões.

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