PF prende 15 que lucravam R$ 15 mi por ano com o jogo ilegal

Quadrilha atua em Juiz de Fora, Rio de Janeiro e São Paulo e explorava caça-níqueis e videobingos

Solange Spigliatti, do estadao.com.br, e Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo ,

07 de dezembro de 2007 | 08h33

Pelo menos 15 pessoas da quadrilha que atuava na exploração do jogo ilegal a partir de máquinas caça-níqueis e de videobingo foram presas na manhã desta sexta-feira, 7. Nesta manhã, a Polícia Federal desencadeou a Operação Corvina com apoio do Ministério Público Federal e da Justiça Federal. Os agentes cumprem 22 mandados de prisão e cerca de 110 mandados de busca e apreensão nas cidades de Juiz de Fora (MG), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).  PF prende 23 em operação contra falsos policiais federais Segundo estimativa da PF, o bando lucrava cerca de 15 milhões por ano. Os mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos pela 3ª Vara Federal de Juiz de Fora. As investigações contaram com a participação do Banco Central, da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Corvina A PF também desmantelou nesta sexta uma organização criminosa que explorava máquinas caça-níqueis e jogos de videobingo em três Estados, nas cidades de Juiz de Fora e Belo Horizonte, em Minas, Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Até o final da tarde, haviam sido cumpridos 20 dos 22 mandados de prisão temporária expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Durante a Operação Corvina, foram cumpridos também 110 mandados de busca e apreensão, a grande maioria no município da Zona da Mata mineira. A PF estima que a quadrilha lucrava com a atividade ilegal cerca de R$ 15 milhões por ano.Além dos crimes envolvendo a exploração irregular do jogo, há indícios, de acordo com o MPF, de enriquecimento ilícito, contrabando e descaminho. Os nomes dos suspeitos presos não foram divulgados. Dezesseis pessoas foram presas em Juiz de Fora; três na capital paulista e uma no Rio de Janeiro. Segundo os procuradores responsáveis pela investigação, alguns integrantes da quadrilha ostentam patrimônio incompatível com sua situação financeira, como automóveis de luxo e até aviões. A PF apreendeu mais de 70 veículos, dinheiro (euro, dólar e real) em espécie, máquinas caça-níqueis, além de armas e munições. De acordo com a PF, pelo menos três prédios que teriam sido adquiridos com dinheiro de atividades criminosas foram seqüestrados e ficarão à disposição da Justiça até que a origem dos bens seja definida. Turcão Embora a atividade principal fosse o jogo ilegal, os investigadores acreditam que a quadrilha fomentava outros crimes. "Por trás disso, tinha uma série de coisas: tráfico de drogas, prostituição...", disse um agente. A PF acredita que a organização contava com a conivência de comerciantes. Durante as investigações, surgiu uma suspeita de vínculo entre a quadrilha e o banqueiro do jogo do bicho no Rio, Antonio Petrus Kalil, o Turcão. Punição Os procuradores que atuam em Juiz de Fora cobraram mais agilidade da Justiça na punição dos responsáveis pela exploração de máquinas caça-níqueis. "Lamentam os procuradores que, após a realização de tantas buscas e apreensões desde o ano 2000, a mais recente delas, inclusive, realizada pela Polícia Civil no mês passado, ninguém, até agora, tenha sido efetivamente punido e as máquinas continuem multiplicando-se, ilicitamente, em estabelecimentos comerciais", afirma um comunicado divulgado pelo MPF. Além da PF e do MPF, participaram das investigações setores do Banco Central, da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda. Cerca de 350 policiais participaram da operação, que recebeu o nome "Corvina" em alusão a uma espécie de peixe que habita tanto o mar quanto o rio - uma referência à conexão Minas Gerais-Rio de Janeiro, segundo a PF. Matéria ampliada às 19h46

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