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PF prende 17 em sete estados por extração ilegal de ouro

Metal era revendido por distribuidoras de valores em São Paulo; uma das empresas movimentou R$ 150 milhões

Felipe Tau e Priscila Trindade, de O Estado de S. Paulo, Texto atualizado às 18h50

06 Novembro 2012 | 12h00

SÃO PAULO - A Polícia Federal prendeu 17 pessoas nesta terça-feira, 6, durante a Operação Eldorado, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável pela extração ilegal de ouro.

No total, foram expedidos 28 mandados de prisão e 64 mandados de busca e apreensão em sete estados do norte, centro-oeste, sul e sudeste do País. Foram presas sete pessoas no Pará, quatro em Mato Grosso e seis em Rondônia.

Mais de 300 policiais federais participaram das buscas, além de 80 policiais dos locais onde era extraído o ouro e de fiscais do Ibama. As ações também foram realizadas no Amazonas, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Rio de Janeiro.

Também houve apreensão de R$ 47.178,00, 9.720,00 euros, 5.455,00 libras esterlinas, 17.334,00 dólares, além de pesos chilenos, mexicanos, argentinos, ienes, francos suíços e outras moedas.

Extração. O ouro extraído das áreas indígenas e dos garimpos ilegais, segundo a Polícia Federal, era adquirido por empresas Distribuidoras de Títulos de Valores Mobiliários (DTVM's). Após dissimular a origem dos metais, elas o vendiam como ativo financeiro para investidores da cidade de São Paulo.

A investigação mostrou que três empresas estavam envolvidas no esquema, sendo que apenas uma delas movimentou sozinha mais de R$ 150 milhões.

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