PF prende 20 acusados de integrar grupo de extermínio

Entre os presos, está o ex-comandante da Polícia Militar de Fortaleza e mais nove policiais

Carmen Pompeu, Estadão

08 de novembro de 2007 | 14h30

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, 8, 20 pessoas acusadas de integrar uma quadrilha envolvida em assassinatos com características de crimes praticados por grupos de extermínio. Entre os presos, dez policiais militares, o ex-comandante de policiamento de Fortaleza, coronel Carlos Alberto Serra, empresários, seguranças e um funcionário do Fórum Clóvis Beviláqua. Apenas o nome do ex-comandante foi divulgado. A operação, denominada "Companhia do Extermínio", contou com 155 policiais federais que agiram em conjunto com o Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estadual e da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará. De acordo com as investigações, a quadrilha agia há quatro anos e seria responsável pela execução de pelo menos 25 pessoas no Ceará. Um dos crimes que está sendo investigado pelo MP aconteceu em 28 de setembro deste ano, quando o preso Rogério Candeias da Silva, que estava sendo levado ao hospital por policiais do serviço reservado, foi executado por dez homens encapuzados. Eles apuram o suposto envolvimento do coronel Serra neste caso.O comandante foi exonerado do cargo após defender, em entrevistas, uma desastrosa ação policial que vitimou turistas que estavam em uma Hilux, também em setembro. O carro dos turistas foi metralhado por policiais. O espanhol Marcelino Ruiz ficou paraplégico. De acordo com a PF, a operação, além de ter o objetivo de prender os integrantes do grupo, busca provas que reforcem a materialidade dos crimes praticados pelo grupo e também a identificação de outras possíveis vítimas. Todos os acusados tiveram prisão temporária decretada pela Justiça.

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