PF prende 28 suspeitos em operação contra pedofilia

Além de compartilhar vídeos e imagens, rede trocava informações sobre a 'melhor maneira' de abordar crianças e adolescentes 

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 18h23

SOROCABA - Uma operação da Polícia Federal prendeu 28 pessoas em vários Estados, acusadas de envolvimento em uma rede internacional de pedofilia, nesta terça-feira, 30. Nove envolvidos foram presos em flagrante por estarem em posse de arquivos contendo fotos e vídeos de abuso sexual de crianças e adolescentes. As demais foram prisões preventivas autorizadas pela 4a Vara da Justiça Federal de Sorocaba, interior de São Paulo. A PF de Sorocaba coordenou a operação.

Em Salto, no interior paulista, um suspeito foi preso com filmadoras e equipamentos de gravação utilizados em cenas de sexo com menores. Já em Machado (MG), um homem foi preso em flagrante por manter no computador imagens em que aparece fazendo sexo com menores de idade. Houve prisões ainda em Salvador (BA), Teresina (PI) e Curitiba (PR).

A Operação Moikano foi deflagrada com base em investigação iniciada em abril do ano passado, após uma busca domiciliar feita na cidade de Itu, interior de São Paulo. Um homem, que se apresentava na internet como 'Moikano', foi preso em flagrante compartilhando pornografia infantil. Com o rastreamento dos contatos, foi descoberta uma rede internacional de compartilhamento de arquivos contendo fotos e vídeos com cenas reais de abuso sexual de crianças e adolescentes.

Ao todo, são alvos da investigação 50 suspeitos atuando em 13 Estados brasileiros e no Distrito Federal, e 70 em outros países. Além de compartilhar vídeos e imagens, eles trocavam informações sobre a melhor maneira de abordar crianças e adolescentes para a prática de violência sexual. Durante a investigação, agentes da PF prenderam um homem que se preparava para abusar sexualmente de uma criança de nove anos.

Cerca de 250 policiais foram mobilizados na operação. Os suspeitos vão responder criminalmente por armazenar e compartilhar arquivos contendo pornografia infanto-juvenil e, em alguns casos, por estupro de vulnerável. Os dados da investigação foram repassados a autoridades policiais de 11 países.

Tudo o que sabemos sobre:
pedofilia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.