PF prende 42 hackers acusados de roubar R$ 1 milhão por mês

Oito dos 50 procurados pelos agentes da PF ainda não foram presos; quadrilha faz transações não autorizadas

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

04 de dezembro de 2007 | 11h54

A Polícia Federal prendeu 42 integrantes de uma quadrilha que roubava contas bancárias pela internet. As prisões fazem parte da Operação Muro de Fogo, deflagrada na manhã desta terça-feira, 4, em Uberaba, no interior de Minas Gerais. Os 250 policiais federais em ação cumpriam cerca de 50 mandados de prisão e 51 de busca e apreensão nas cidades de Uberaba (MG), Goiânia (GO) e São Joaquim da Barra (SP). Estima-se que a quadrilha seja responsável pelo furto de mais de R$ 1 milhão por mês entre saques em caixa eletrônico, pagamentos de boletos e saques na boca do caixa.   De acordo com a PF de Uberaba, a quadrilha aliciava até menores para a realização dos crimes. Eles eram utilizados para conseguir "laranjas" e, com estes, obter boletos bancários usados na consolidação dos golpes aplicados pelos criminosos.   O delegado Ricardo Ruiz Silva, da Polícia Federal de Uberaba, comandava a ação desta terça. Dos 42 presos, 40 foram detidos em Uberaba, um em Goiânia e outro em São Joaquim da Barra, cidade do interior paulista.   A sofisticação e grandiosidade do bando surpreendeu os agentes, que recolheram, entre outras coisas, computadores e monitores de última geração, utilizados nas fraudes. Na casa de um dos acusados, foram apreendidos R$ 72,3 mil em dinheiro. Também foram apreendidos foram apreendidos carros, motocicletas e computadores. Segundo a PF de Minas Gerais, a quadrilha, que possui atuação nacional, é especializada na realização de fraudes pela internet com a obtenção indevida de números de contas correntes e suas senhas para a realização de transações não autorizadas.   Os golpistas serão indiciados em inquérito por formação de quadrilha, corrupção de menores e golpes pela internet, entre outros crimes. A Polícia Federal de Uberaba não forneceu os nomes dos criminosos para não prejudicar a continuidade das investigações.   Firewall   O nome da operação é uma tradução da palavra firewall, software que protege os computadores contra invasões externas. Na ação desta terça, seriam detidos os hackers (pessoas que desenvolveram ou utilizaram os programas espiões), as demais pessoas que os auxiliam no furto de valores das contas bancárias, bem como os "laranjas" (pessoas que deliberadamente emprestam sua conta bancária para receber transferências fraudulentas).   Os criminosos utilizam programas do tipo trojan, que são disseminados por meio de mensagens de e-mail aos usuários e instalados nos computadores das vítimas sem o seu conhecimento. Assim, os clientes são enganados e, com o programa espião instalado em seus equipamentos, sofrem um monitoramento das suas máquinas, tendo os números de conta bancária e senha capturados pela pessoas que lhe enviaram o trojan. Posteriormente, o bando transfere valores das contas bancárias capturadas para outras contas de "laranjas" e efetua saques e pagamentos.   (Colaborou Paulo R. Zulino, do Estadão.com.br)   Matéria ampliada às 16h01

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