PF prende 47 pessoas em operação contra caça-níqueis no Sul

Entre os presos estão onze policiais que faziam parte do esquema de fabricação e distribuição das máquinas

Elder Ogliari, de O Estado de S. Paulo,

03 de dezembro de 2007 | 16h29

A Polícia Federal prendeu 47 pessoas e desarticulou seis organizações especializadas na distribuição de caça-níqueis nos três Estados do Sul do País, nesta segunda-feira, 3. A operação, denominada Oitava Praga, mobilizou 400 agentes e, às 19h30, ainda não havia terminado. Equipes de policiais procuravam mais cinco pessoas para cumprir os últimos mandados de prisão expedidos pela Justiça.   Nas buscas, os policiais também apreenderam R$ 400 mil, US$ 5 mil e 20 mil euros, 30 armas, 30 carros e 50 cheques com valores superiores a R$ 1 mil. Três galpões que serviam de oficina de montagem e conserto de equipamentos foram lacrados com 550 máquinas dentro deles, em Porto Alegre e Novo Hamburgo.   O Rio Grande do Sul era a base de operação dos grupos, que traziam os componentes do exterior, faziam a montagem e colocavam as máquinas em casas de jogo, bares e cafés, deixando porcentuais variáveis sobre os valores arrecadados com apostas para os donos dos estabelecimentos. Um cálculo prévio da Polícia Federal indica que os grupos movimentavam cerca de R$ 2 milhões por dia.   Das 47 prisões, 42 foram efetuadas em 12 cidades do Estado. Outras três ocorreram em Curitiba, no Paraná, e duas em Florianópolis, em Santa Catarina. Em Bento Gonçalves (RS), um suspeito foi detido depois de capotar o carro numa rua sem saída enquanto tentava fugir. Entre os presos estão oito policiais civis, dois policiais militares e um policial federal aposentado. O delegado Noerci da Silva Mello disse que os policiais envolvidos agiam no vazamento de informações para as organizações.   Todos os presos foram transferidos para a delegacia da Polícia Federal de Caxias do Sul. Segundo a Polícia Federal, os acusados serão indiciados por contrabando e descaminho, corrupção ativa e passiva, prevaricação, violação de sigilo funcional, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e, em alguns casos, evasão de divisas.   Matéria ampliada às 20h16

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