PF prende colombiano com 10 quilos de heroína

Policiais da Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal prenderam o colombiano Alberto Restrepo Herrera, de 27 anos, com aproximadamente 10 quilos de heroína escondidos no forro de 13 jaquetas e uma calça. Os agentes também encontraram grande quantidade de dinheiro no apartamento alugado pelo colombiano, em Copacabana. A polícia acredita que Herrera tenha ligações com um cartel colombiano que distribui a droga, cujo destino final seria Europa e Estados Unidos. Herrera foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. O carregamento apreendido vale cerca de US$ 875 mil (R$ 2,6 milhões).Os policiais federais apreenderam também 30 mil pesos colombianos, 40 pesos argentinos, R$ 540 e US$ 302, além de um celular. Na busca, os agentes ainda encontraram um caderno de anotações, com dados sobre um suposto esquema de movimentação da droga, e uma passagem aérea de uma companhia colombiana (em nome de Herrera), onde constava o trajeto Bogotá-Rio-Bogotá. O colombiano, de acordo com a PF, disse que é motorista em Bogotá, e veio ao Brasil como turista.No apartamento, também havia um tíquete de embarque com data de entrada no Rio de 15 de junho deste ano, período a partir do qual Herrera passou a ser investigado pelos agentes federais. A polícia acredita que ele mesmo trazia a heroína da Colômbia e agia com outras pessoas na distribuição para o exterior, mas os agentes preferiram manter os nomes em sigilo. Segundo a Secretaria Especial de Prevenção à Dependência Química, subordinada à prefeitura do Rio, a heroína é uma droga psicoativa, ou seja, atua no sistema nervoso central de forma depressora, provocando lapsos de memória, sonolência e euforia momentânea. É semi-sintética, sendo produzida em laboratório a partir da morfina, e tem aspecto de pó branco, como a cocaína, mas é injetável, leva à dependência e é capaz de matar, sendo relativamente rara no Brasil.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.