PF prende cônsul da Espanha e outras 16 pessoas em SC

Organização comercializava produtos contrabandeados utilizados em máquinas caça-níqueis

Solange Spigliatti, estadao.com.br

04 de junho de 2008 | 12h10

Dezessete pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira, 04, durante a operação Cartada Final, da Polícia Federal, em quatro estados do país. Entre os presos estão o cônsul honorário da Espanha na cidade de Joinville, em Santa Catarina, Antônio Escorza Antoñanzas, que seria o chefe da quadrilha, o filho dele e outras 15 pessoas, segundo a PF.  Cerca de 250 policiais federais cumpriram 19 mandados de prisões cautelares sendo quatro preventivas e 15 temporárias, 48 mandados de busca e apreensão, 96 seqüestros de imóveis, apreensão de duas lanchas e diversos veículos, bem como seqüestro dos valores de 33 contas bancárias, nos Estados de Santa Catarina, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Segundo a PF, a organização comercializava, mediante venda e aluguel, produtos contrabandeados utilizados em máquinas caça-níqueis. A quadrilha atuava há anos em vários Estados do Brasil, além de fabricar, vender e exportar aquelas máquinas para o México, República Dominicana, Panamá, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Argentina, Paraguai e Espanha.  Os presos arrecadavam enorme quantidade de dinheiro, o que era ocultado do sistema financeiro brasileiro através de depósitos e saques sem comprovação de origem. Foram identificadas inúmeras empresas fictícias abertas por "testas-de-ferro" do chefe da organização, visando blindar seu patrimônio. Desde o início de suas atividades, a quadrilha já adquiriu quase uma centena de imóveis nas cidades de Joinville, Balneário Camboriú e outras.  Segundo a PF, 14 prisões aconteceram em Santa Catarina, duas em Salvador, na Bahia, e uma em Recife, em Pernambuco. Outras duas prisões serão efetuadas no Exterior, uma delas do advogado do cônsul.

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