PF prende em flagrante acusado de prostituição de menor

Suspeito foi detido em Porto Velho, capital de Rondônia; cerca de 18 jovens foram atingidas pelo grupo

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

09 de março de 2010 | 10h50

Um homem foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira, 9, em Porto Velho, em Rondônia, durante uma operação da Polícia Federal de combate à exploração sexual infantil na cidade de Porto Velho e imediações, denominada Rio Preto.

 

Segundo a PF, o suspeito foi detido em sua casa, dormindo com uma menor, de 16 anos. Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos um flutuante (barco também usado como casa), que está ancorado na Marina Paraíso, uma barca e um veículo.

 

A Operação Rio Preto teve início em setembro do ano passado, a partir de informações prestadas pelo Juizado da Infância e da Juventude de Porto Velho/RO e de indícios colhidos durante a operação Abate, desencadeada em junho de 2009 pela Polícia Federal no Estado, desarticulando organização criminosa que praticava diversos crimes direcionados ao favorecimento ilegal de empresas frigoríficas, laticínios e curtumes.

 

Os investigados, segundo a PF, intermediavam e mantinham relações sexuais com várias crianças e adolescentes, com idade entre 11 a 17 anos, em troca de dinheiro e presentes. Os encontros ocorriam nas residências dos investigados e principalmente em um flutuante localizado no Rio Preto, que fica há aproximadamente 25 quilômetros de Porto Velho.

 

As investigações também apontaram que algumas mães das menores vulneráveis e sexualmente exploradas tinham conhecimento acerca das condições a que eram submetidas as meninas, mostrando-se coniventes com os abusos, chegando a receber presentes e vantagens financeiras dos aliciadores.

 

O líder do grupo investigado contava com uma rede de colaboradoras, mulheres adultas e adolescentes que em troca de vantagens financeiras recrutavam menores de idade que eram submetidas à exploração sexual. Segundo a PF, aproximadamente 18 garotas foram atingidas pelas ações do grupo.

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