PF prende falsos juízes de Direito no Rio

A Polícia Federal prendeu, em Niterói e em São Gonçalo, na Grande Rio, na terça-feira, oito juízes arbitrais suspeitos de atuar como juízes de Direito. Eles cobravam para resolver processos e obter vantagens, como escapar de blitze. Os acusados - entre eles um advogado e um tenente da Marinha - foram autuados em flagrante por falsificação de documentos, usurpação de função pública e uso de símbolos da República indevidamente. A pena pode chegar a seis anos de prisão. Foram dois meses de investigações antes da prisão dos acusados. Os policiais federais, em posse de mandados de busca e apreensão, estiveram em quatro imóveis onde funcionavam os tribunais arbitrais: um no Centro de Niterói, dois em Alcântara e um no Jardim Catarina, em São Gonçalo. Foram apreendidos centenas de processos, notificações, brasões e documentos. Tudo falso. A polícia informou que, com os envolvidos, também foram encontrados documentos, cheques e notificações judiciais sem qualquer valor legal. Eles podem responder por falsificação de documentos, uso indevido de brasões da República e usurpação de função pública. Os oito suspeitos prestaram depoimento na Polícia Federal. Segundo os investigadores, eles negam as acusações.

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