J.SOBRINHO/AE - 06/03/2005
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PF prende no Pará homem que mais desmatou a Amazônia

Ezequiel Castanha estava foragido desde agosto do ano passado; ele deve mais de R$ 30 milhões em multas por crimes ambientais

Carlos Mendes, Especial para O Estado

23 de fevereiro de 2015 | 17h03

BELÉM - O empresário Ezequiel Castanha apontado pela Polícia Federal como o maior devastador da Amazônia e tido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) como "desmatador compulsivo", foi preso neste sábado, 21, em Novo Progresso, no oeste do Pará, por policiais federais e homens da Força Nacional de Segurança. 

Foragido da Justiça desde agosto do ano passado e com prisão preventiva decretada pelo juiz Rafael Leite Paula, da Vara Federal de Itaituba, Castanha foi levado na manhã desta segunda-feira, 23, de helicóptero para Santarém, onde prestou depoimento na sede da PF.


Somente de multas por crimes ambientais, ele deve mais de R$ 30 milhões. Além de Castanha, cujo nome figurava na lista de procurados no mundo pela Interpol, a PF também prendeu outro foragido de Justiça, o fazendeiro Edivaldo Dalla Riva, o Paraguaio. Um terceiro acusado, Geovani Marcelino Pascoal, não foi encontrado pelos policiais. A mulher dele informou à PF que Pascoal deve se entregar a qualquer momento.

Segundo a decisão do juiz, tanto Castanha como outros 33 investigados teriam provocado prejuízos às florestas e terras públicas da região que superam R$ 503 milhões. Os acusados invadiam terras públicas, que depois eram griladas e vendidas com documentos falsos para empresários do sul e do sudeste do País. A quebra do sigilo bancário dos envolvidos revelou que terras eram negociadas a R$ 10 milhões. 

Uma área superior ao tamanho de 20 mil campos de futebol, um ao lado do outro, foi completamente desmatada pela quadrilha em áreas públicas, como a Floresta Nacional do Jamanxim, localizada entre os municípios de Itaituba e Novo Progresso. Todos os envolvidos devem responder pelos crimes de invasão de terras públicas, furto, sonegação fiscal, falsificação de documentos, entre outros. Se condenados, as penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão. 

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