PF prende nove por tráfico de remédios para emagrecer

Remédio era exportado para pelo menos cinco países; quadrilha é acusada de lavagem de dinheiro

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

19 Setembro 2007 | 11h07

Nove pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira, 19, acusadas de fazer parte de uma quadrilha de tráfico internacional de remédios para emagrecimento e lavagem de dinheiros. A Operação Vênus foi desencadeada nesta manhã pela Polícia Federal em Minas Gerais, São Paulo e Roraima. Agentes da PF cumprem 11 mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão.   Batizada de Vênus, a operação faz alusão à deusa romana da beleza, já que os presos pertenciam a uma quadrilha que realizava a produção e exportação de medicamento ilícito, anunciado como verdadeira "fórmula milagrosa" para emagrecer. As investigações começaram há cinco meses, a partir de informações da PF e da Superintendência de Vigilância Sanitária Estadual de Minas Gerais (VISA).   Claudina Rodrigues Bomfim, de 37 anos, é considerada chefe da quadrilha. Na casa dela, em Belvedere, em Belo Horizonte, a polícia encontrou 4 mil frascos de anfetamina. Claudina se apresentava como empresária dos ramos farmacêutico e de cosméticos, além de dizer que tinha spas para emagrecimento.   A quadrilha fabricava e exportava de forma ilícita o remédio conhecido como Emagrecesim, que não possuía autorização dos órgãos sanitários, e era comercializado como se fosse produto fitoterápico, 100% natural, quando, em realidade, conteria em sua composição substâncias psicotrópicas e anorexigenas, causadoras de dependência física e psíquica.   A produção do medicamento destinava-se à exportação para distribuidores do produto nos Estados Unidos, Venezuela, República Dominicana, Panamá e outros países. O kit de Emagrecesim, suficiente para uso durante 45 dias, era vendido por cerca de US$ 200 (o equivalente a R$ 374) chegando ao valor de R$ 500 (cerca de R$ 935).   Texto alterado às 11h53. Ao contrário do que foi informado antes, a prisão da chefe da quadrilha não foi confirmada pela PF.

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