PF prende sete africanos que foram jogados ao mar

A Polícia Federal prendeu hoje sete dos 10 africanos que chegaram clandestinamente a Pernambuco em novembro do ano passado no navio de bandeira chinesa Tu King. Dois deles conseguiram asilo político e estão livres. Os outros oito tiveram hábeas corpus negado, não podendo permanecer em liberdade até serem repatriados, o que poderá acontecer ainda este mês. Até o final da tarde, apenas um, Aziz Câmara, ainda não havia sido preso, mas há a expectativa de que ele se entregaria espontaneamente.Os africanos estavam sob a guarda da organização não-governamental Tortura Nunca Mais e a prisão ocorreu na casa pertencente à entidade, onde estavam abrigados. Ali Kante e Issiag Keita resistiram à prisão, tendo que ser algemados, e se encontram em uma cela na sede da PF. Os outros cinco - Mohamed Sourna, Mohamed Câmara, Mohamed Balde, Mohamed Lamine Sissé e Mamadis Korouma - foram encaminhados ao Batalhão Dias Cardoso, da Polícia Militar.Os oito que serão repatriados vieram da República da Guiné. Eles foram descobertos a bordo quando o navio estava a cerca de oito quilômetros da costa pernambucana e foram jogados ao mar pela tripulação do Tu King. Vistos por uma embarcação de pescadores, foram resgatados e trazidos à terra.Alain Douge Narcisse e Traore Bangali vieram da Costa do Marfim no mesmo navio, mas não foram descobertos e se entregaram espontaneamente à Polícia Federal depois que desembarcaram. Eles disseram ter deixado seu país fugindo da guerra e obtiveram asilo político. Os 23 tripulantes do Tu King obtiveram autorização da Justiça Federal para deixarem o país e foram liberados anteontem. O comandante da embarcação, Xu Chang Quan, acusado de tentativa de homicídio, não conseguiu hábeas corpus e continua preso no Quartel do 6. Batalhão da PM, no município metropolitano de Jaboatão dos Guararapes.

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