PF prende supostos traficantes ligados a Abadía em operação

Entre os oito presos está Jorge Rincon-Ordonez, que tem mandado de prisão emitido nos Estados Unidos

Fabiana Marchezi, estadao.com.br

06 Fevereiro 2009 | 12h57

Oito pessoas foram presas pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 6, durante uma operação realizada em cinco Estados contra lavagem de dinheiro resultante do tráfico internacional de entorpecentes. De acordo com a PF, a ação, denominada Aquário, visa desarticular uma suposta quadrilha de traficantes colombianos, com fortes indícios de ligação com o cartel de Juan Carlos Ramirez Abadía. Foram cumpridos oito mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Roraima.   Veja também: Espanha pedirá extradição traficante preso em SP Abadía é extraditado para os Estados Unidos Outros criminosos que se refugiaram no Brasil  Imagens da operação que prendeu Abadía Todas as notícias sobre a prisão de Abadía    A quadrilha estava se estabelecendo no País com dois objetivos principais: lavar o dinheiro do narcotráfico por meio da compra de bens, tais como veículos; e adquirir aeronaves para o transporte de drogas e dinheiro entre países da América do Sul e África, Europa, América Central, México e USA. Além disso, os suspeitos também estavam montando empresas de fachada para o processo de ocultação dos recursos.   O principal suspeito, Jorge Rincon-Ordonez, também é investigado nos Estados Unidos e tem mandado de prisão em aberto naquele país pelos crimes de conspiração para importar cocaína, conspiração com intenção de distribuição de substância controlada, possessão de substância controlada com intenção de distribuição, importação de substância controlada e conspiração para lavagem de dinheiro.   O escritório da DEA em Miami, Florida, tinha já anteriormente preparado um mandado de captura provisório para Rincon-Ordonez junto ao governo Colombiano. A extradição do suspeito foi acordada com o país vizinho do Brasil.   Além dos bens apreendidos, a Polícia Federal também identificou a existência de possíveis contas no exterior abastecidas com recursos de origem criminosa. Documentos obtidos apontam para a existência de cerca de US$ 500 milhões nas mesmas. Tal fato é objeto de cooperação internacional e a investigação será aprofundada.   Os principais crimes cometidos pela quadrilha são lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e sonegação fiscal, cujas penas somadas podem chegar a 24 anos de prisão.

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