PF queima 12 toneladas de maconha em solenidade

A Polícia Federal de Sorocaba incinerou hoje, em fornos de uma fábrica de cimento, 12 toneladas de maconha apreendidas recentemente, em ações conjuntas com as polícias civil e militar em cidades da região. Um aparato de segurança foi montado para dar fim à droga. O produto, carregado em dois caminhões, foi levado com a escolta de dez viaturas até a fábrica de cimento Rio Branco, no município de Salto de Pirapora. A incineração foi transformada em um ato solene que incluiu a execução do hino nacional e convite às autoridades locais.O delegado Menotti Barros de Oliveira, chefe interino da PF em Sorocaba, disse que a solenidade se justificava por tratar-se da maior quantidade de maconha apreendida este ano no Brasil. "O objetivo é mostrar que estamos atuando com firmeza no combate ao tráfico." O juiz da 1ª Vara Federal de Sorocaba, Luiz Antonio Zanluca, acompanhou o lançamento da droga ao forno. O material foi consumido rapidamente a uma temperatura de 1,2 mil graus centígrados.Também estavam presentes o procurador da República, Vinícius Marajó Dal Secchi, e o corregedor regional da PF, Rodney Loureiro dos Santos, além do comandante regional da Polícia Militar, coronel Ladislau Varadi. O secretário municipal de governo, Carlos Alberto Maria, representou o prefeito de Sorocaba, Renato Amary (PSDB). A droga foi liberada para a queima depois de ser analisada por peritos do Instituto de Criminalística (IC). Os laudos serão anexados aos processos movidos contra os traficantes. A primeira apreensão, de sete toneladas, ocorreu no dia 12 de agosto, numa chácara, no município de Porangaba. Dois homens que carregavam parte da droga numa camioneta, Moacir Paixão de Carvalho Neves, de 46 anos, e Carlos Martins Teixeira, de 43, foram presos em flagrante. No dia seguinte, os policiais apreenderam outras cinco toneladas em um sítio da Colônia Tozan, no município de São Miguel Arcanjo. O caseiro José Santana dos Anjos, de 41 anos, foi a única pessoa presa.

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